segunda-feira, 30 de outubro de 2006

"Falta exatamente 1 mês...

Para o Carnatal."

Foi essa frase que eu ouvi hoje. Seguida de umas expressões de felicidade nos rostos das pessoas.
Ouvir isso significa lembrar que falta exatamente 1 mês pra eu embarcar para Brasília, e exatamente um mês e dois dias para a tal prova do PAS.

Se eu enlouquecer daqui pra lá, por favor acreditem que não foi de propósito.

E então.

Fechei (tirei nota máxima*) uma prova de Português. Desculpa a boça, mas isso é feito praticamente impossível no Ensino Médio, segundo meu próprio professor.

Fechei a prova de História também.

Amanhã recebo de Química e a probabilidade de depressão-instantânea-pós-recebimento-de-nota-desagradável é tamanha.

Uma pessoa que tenta emagrecer há meses e não consegue é tida como inútil, certo? Certo.

Solino, a corrente fica pro post que vem! (Puta que pariu, cadê o link que eu uso pra colocar os links?... Nunca lembro). http://djaboeh10.blogger.com.br/

Vai assim.

(:

*Eu "traduzi" a expressão "fechei a prova" porque minha mãe nunca entende quando eu digo isso.

Tipo assim:
- Como assim fechou? Fechou como?
- Assim, mãe, tirei a nota máxima.
- Aaaah, sim.

A memória dela é péssima e ela sempre pergunta: como assim fechou?

...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Show da Jane.

Cometi pecado mortal.

Hoje completam 8 dias que assisti ao show mais fuderoso da banda Jane Fonda, e nem pra vir aqui contar né.

Pior: coloquei o assunto "JERN'S" acima do tal show.

E podem me culpar.

Quarta-feira, à noite, Bia Madruga geralmente afunda no sofá e assiste à alguma reprise de The O.C. Mas a convite de Solino, migrei pra Casa da Ribeira porque ELE tinha me falado que ia ser um show "diferente".

Produção legal logo à princípio.

Ficamos na terceira fileira à direita.

Palco de teatro mesmo... tudo nos conformes.

Ao começo do show, um telão, aliás, uma projeção, aparecia na "parede" do palco. Fica estranho falar assim, mas você entende bem. Imagens, vídeos, fotos, estatísticas, apareceriam ali ao longo de todo o show, o qual, se eu não me engano, teve seus 50 minutos.

A primeira imagem foi um par de olhos fechados, e uma voz (diria bizarra) de fundo tratando de um assunto banal: seu sono. Afirmando que "você está com sono", que "seu sono é muito bom" e que enquanto você dorme, "1/3 da população mundial passa fome"; "1/3 da população do mundo nunca aprenderá a escrever o próprio nome"; e mais algumas estatísticas gritantes.

A primeira música não lembro qual foi, mas formou uma espécie de pout-pourri com "Insônia" (que era o tema do show), a segunda música. Os caras entraram vendados, cantaram essas duas músicas com as vendas, e Pitomba mandou o solo na bateria vendado. Ao som deles, imagens de pobreza, miséria e REALIDADE chamando a atenção dos espectadores/ouvintes/público passavam atrás dos músicos.

Apareceram com nariz de palhaço; a música, "Vossa Excelência". Políticos brasileiros e de conjuntura internacional... Imagens toscas.

Em "Homens são feios", metade da música quem mandou foi a Jane, a outra metade, meninas das bandas Tricor e Elektra. Permita-me citar o estardalhaço do público masculino.

"Caroline" começou com Ariane mandando bem no violino... sensação extasiante.

Estatísticas tristes sobre o casamento em "Gatos e cães".

Mais algumas músicas. O BS com uma câmera filmando a galera que tava ali prestigiando-os, mais imagens, mais aplausos.

Os caras terminaram mesmo ovacionados.

Outra vez a imagem dos olhos fechados, e a mesma voz do começo do show afirmando que, depois de ver àquele show, sentiríamos um sono muito bom e iríamos dormir tranquilamente como todas as noites. Enquanto as estatísticas não deixavam de existir.

A galera ainda esperava uma "volta triunfal", bem estilo Los Hermanos, mas quase "correu" quando umas guitarras começaram a serem ouvidas do meio da rua.

"Eles tão tocando lá fora?"
"Eles tão tocando lá fora..."
"Eles tão tocando lá foraaaaaaa!".

Umas 4 músicas a mais em mini-palco. Acho que foi essa a quantidade.

Fodástico o roque de quarta.

Aproveitado sem cerveja.

(Solino, brigada pelo cd. E pela carona. E pela companhia. E pelo convite que tu ganhou e fez questão de me levar junto.)

sábado, 21 de outubro de 2006

Fim de JERN'S

Fim de aeróbica, fim de treinos, fim de vida de ginasta; de colans, coques, agasalho bonito e afins.
Acabou.
Com chave de prata ainda mais.
(:

(Desculpa, mas, todo mundo que nos acompanhou sabe que essa prata vale ouro. Bem demais).

Desculpa a ausência. É a ridícula correria de sempre.

Vá estudar, Bia, vá.
(Caralho se eu não tivesse inventado porra de PAS eu tava bem demais agora com uma única mísera preocupação: me dar bem nos Simulados. Ia viver na praia e pensando em Carnatal. Digaí. :T)

sábado, 7 de outubro de 2006

Diálogo entre mãe e filho, no ônibus.

- Quer dizer que quando eu tô comprando uma bala eu tô pagando imposto?
- Exatamente.

(Cara de espanto)
- Mas... Como é possível isso?!
- Toda vez que você compra uma balinha, tem um imposto que você tá pagando no preço daquela bala. Entendeu? Por exemplo, se uma bala custar 1 real...
- Não existe bala de um real! Confeito é 5 centavos.
- Tá, 5 centavos. 17% desse preço é de imposto. 0,8 centavos mais ou menos é de imposto. Se, vamos fazer de conta, existisse uma bala de 1 real, 17 centavos da balinha era só de imposto.
- Aaaah...

A criança virou pra janela e pensou no que acabara de ouvir.

Eu lembro que quando eu não chegara nem à pré-adolescência e tentaram me explicar como funcionava o lance dos impostos, eu nada entendia. Hoje em dia tenho um professor anarquista de Geografia que não deixa passar uma oportunidade para dizer que os impostos do Brasil são os mais altos do mundo.
É, tô sabendo.
(Comodismo)




Odeio as pteridófitas e os ciclos reprodutores das plantas, sejam elas vasculares ou não.
E não deu tempo de concluir a prova de Química. Merda.

domingo, 1 de outubro de 2006

Pão e circo

Eu não odeio política. Muito pelo contrário. Ultimamente tenho até tomado gosto pela coisa... com muitos percalços (é assim que se escreve?) né? É complexo e chato até a hora que você consegue entender completamente - ainda não cheguei lá.
Mas eu odeio a política que se faz no Brasil. E como nunca presenciei diretamente uma campanha eleitoral em outra cidade, só posso falar do que acontece aqui.
Ano par é ano de eleição. E quando se aproxima o meio do ano o mau-humor reina.
Sinceramente, é tudo tão ridículo.
Um candidato espera ganhar votos com sua beleza; photoshop e clareamento nos dentes imperando.
Um outro enfeia (enfeia mesmo, não enfeita) a cidade com stands, nos quais encontramos uns desajustados distribuindo panfletos, bottons e balas (fico pasma na hora que eles pedem pra você parar o carro e te entregar uma lancheirinha, com tudo que tem direito: pipoca, pirulito, balas e chicletes dos mais vagabundos).
E no final-de-semana, desista do passeio ou saia de casa para o seu compromisso às 5 horas da manhã: milhares de carros vão estar bloqueando as principais avenidas da cidade buzinando e perturbando a paz de quem nada tem haver com o movimento. Bêbados vão urinar nas calçadas. O lixo vai ser um mundo de dinheiro desperdiçado (sim porque todo o material de campanha além de ser feito com o dinheiro que pagamos em impostos ainda é de ótima qualidade; gasto imensurável, queira nem saber). Falsos e desonestos vão sorrir e apertar a mão dos pobres.
E o pior de tudo: é EXATAMENTE assim que os votos são ganhos.

Não se discute política da forma certa. Se faz demagogia.
Não se diz COMO resolver os problemas do país/cidade/estado; apenas calunia-se a oposição e cita assim, por alto, quais são os problemas e que "iremos trabalhar para resolvê-los".
A população aplaude (literalmente) esse comportamento quando se diverte em showmícios e quando faz papel de indigente aceitando balinhas e panfletos. (E ainda os acumula, viu?).

Ridículos somos nós, todos nós, que nada fazemos para mudar isso.
E eu me pergunto todos os dias: o QUE fazer?
Ainda vou descobrir.