domingo, 1 de outubro de 2006

Pão e circo

Eu não odeio política. Muito pelo contrário. Ultimamente tenho até tomado gosto pela coisa... com muitos percalços (é assim que se escreve?) né? É complexo e chato até a hora que você consegue entender completamente - ainda não cheguei lá.
Mas eu odeio a política que se faz no Brasil. E como nunca presenciei diretamente uma campanha eleitoral em outra cidade, só posso falar do que acontece aqui.
Ano par é ano de eleição. E quando se aproxima o meio do ano o mau-humor reina.
Sinceramente, é tudo tão ridículo.
Um candidato espera ganhar votos com sua beleza; photoshop e clareamento nos dentes imperando.
Um outro enfeia (enfeia mesmo, não enfeita) a cidade com stands, nos quais encontramos uns desajustados distribuindo panfletos, bottons e balas (fico pasma na hora que eles pedem pra você parar o carro e te entregar uma lancheirinha, com tudo que tem direito: pipoca, pirulito, balas e chicletes dos mais vagabundos).
E no final-de-semana, desista do passeio ou saia de casa para o seu compromisso às 5 horas da manhã: milhares de carros vão estar bloqueando as principais avenidas da cidade buzinando e perturbando a paz de quem nada tem haver com o movimento. Bêbados vão urinar nas calçadas. O lixo vai ser um mundo de dinheiro desperdiçado (sim porque todo o material de campanha além de ser feito com o dinheiro que pagamos em impostos ainda é de ótima qualidade; gasto imensurável, queira nem saber). Falsos e desonestos vão sorrir e apertar a mão dos pobres.
E o pior de tudo: é EXATAMENTE assim que os votos são ganhos.

Não se discute política da forma certa. Se faz demagogia.
Não se diz COMO resolver os problemas do país/cidade/estado; apenas calunia-se a oposição e cita assim, por alto, quais são os problemas e que "iremos trabalhar para resolvê-los".
A população aplaude (literalmente) esse comportamento quando se diverte em showmícios e quando faz papel de indigente aceitando balinhas e panfletos. (E ainda os acumula, viu?).

Ridículos somos nós, todos nós, que nada fazemos para mudar isso.
E eu me pergunto todos os dias: o QUE fazer?
Ainda vou descobrir.

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