segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

A vida é tão sem sentido né.

Mas talvez o maior sentido da vida seja o de viver sem procurar sentido algum.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Pois é, Brasília...

Saí de Natal quinta no início da tarde. Aliás, saí da minha casa, em Petrópolis, no início da tarde, mas só saí de Natal, do aeroporto Augusto Severo, no final do turno.

Atraso de duas horas e meia só. Dá pra ti? Mofando na sala de embarque.

(Me surpreendi com minha paciência e o fato de eu não ter morrido de tédio)

Era pra eu ter chegado em Brasília às 17h17min, mas considerando que saí de Natal mais de 16h, só aterrisei na capital federal às 20h.

Drive do Mc Donald's (há meses não comia isso!) e casa. Ainda deu pra assistir The OC. Não estudei nesse dia.

Sexta-feira lembro que acordei cedo pra estudar. Meu irmão veio pro Senado por volta das 10h e eu peguei carona com o amigo dele pra vir pra cá (tô blogando do Senado agora). Estudei por aqui sim. Almocei as 16h. Odeio ficar horas sem comer e pular refeição e ter que comer pra caralho na próxima porque simplesmente estou caindo de fome. Isso engorda. Mas não teve jeito.

Fomos dar uma passeada depois e cheguei em casa cansada.

Putz, me lembro do trânsito que existia no caminho de volta... Eu ficaria irritadíssima se estivesse voltando do trabalho ou da faculdade numa sexta-feira à noite, morta de cansada, e ainda ficasse uns 40 minutos presa no trânsito.

Sábado eu estudei. E só. Acho que cheguei a tirar o pijama, mas lembro que passei o dia em casa.
E domingo foi o grande dia, né?

Acordei nervosa. Não deu tempo de estudar tudo... e eu sabia perfeitamente que isso ia acontecer. Fiz a prova num colégio da Asa Norte. Nada demais o colégio viu, se me permite dizer. Sem ar-condicionado e com quadro de giz. E a prova foi difícil... sei lá, não sei se fui bem ou mal, sei que foi difícil fazê-la.

Das 150 questões, deixei 7 em branco (porque uma que tu erra elimina uma que tu acerta, então é aconselhável que deixe em branco quando não souber de jeito nenhum).

E aí, FÉRIAS bróder.

Fui pro Pontão com meu irmão (o Pontão pra quem não sabe é o "point" de Bsb. Um espaço aberto bem legal, que tem uns restaurantes e uns barzinhos) e depois pruma boate, onde teve show de Alexandre Peixe. Bem bacana (Y)

Tá fazendo sol esses dias... bom.

O céu tá dando seu espetáculo diário, e a lua deu o dela ontem também.

Sonhei hoje que minha mãe me ligava dizendo que eu tinha acertado 134 questões no PAS.

Só em sonho?

(...)

Sabes que eu não sei mais o que quero fazer da minha vida?

Sei lá, às vezes eu queria ter 16 anos pra sempre.

Tu não?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Sala de embarque

Ele tinha por volta dos seus 50 anos. Não mais do que isso, posso afirmar. Jeitão de solitário, talvez uma esposa e duas filhas, mas acho que provavelmente não. Viajando sozinho, sim. Cara de quem esteve a trabalho por ali, e de quem tinha um trabalho não muito atraente (para mim). E pensava várias coisas ao mesmo tempo... (eu) sentia isso.

Senta-se à minha frente. Meu óculos escuros impedia que ele soubesse para onde eu estava olhando, mas mesmo assim ele sorriu. Queria estabelecer diálogo, senti outra vez. Falou algo que não entendi e sentou-se ao meu lado. Pô, ele não falava português. Só fiz 5 semestres de inglês, mas na verdade o último valeu por meio. Há 6 meses que não pratico. Mas enfim. O vôo dele tava atrasado, assim como o meu. O embarque de ambos já era pra ter acontecido. Não foi tão complicado assim discutir essas coisas em Inglês.

-Are you from Rio?
- No, I'm from Natal.
(Agora acho que ele perguntou "are you from HERE", eu entendi errado e respondi que NÃO, que era de Natal. Mas enfim, ele compreendeu meu mal-treinado inglês).
-Oh, I am going do Rio, and you?
-Brasília.
-Oh...

Apesar do cara estar no Brasil, a reação dele indicou claramente que ele não sabia de qual cidade se tratava, muito menos de que era a capital do país.

E mais perguntas simplórias. Por fim, o meia-idade era árabe, trabalhava com Petróleo, e estava no Brasil a trabalho.

Lógico que vibrei por saber que o tipo não estava no mesmo vôo que eu.

Preconceito e prejulgamentos à parte, perdoem-me pela idéia hein.