segunda-feira, 26 de março de 2007

Eu ando meio revoltada sabe?

(Com o aquecimento global de novo, Bia? Já deu né...)
Não. Com o sistema de provas lá do colégio.

Não existe nada mais absurdo e ridículo do que "semana de provas". Faça-me o favor. Faça-me o favor. Duas vezes. Por que as provas não são aplicadas aos poucos? Dando PREFERÊNCIA ao APRENDIZADO do aluno!?

Qualquer asno raciocina que as provas acontecendo aos poucos, ao invés de serem OITO numa MESMA SEMANA, facilita com que o aluno veja a matéria com calma e tenha bons resultados. Faz com que ele não tenha uma semana estressante, com uma média de 3 horas de sono por noite + reprodução excessiva de caspas + comedões + crises de choro.

Não venha com o discurso "estude antes". No pré esse discurso é inválido.

São palavras do orientador/psicólogo de que é impossível estar sempre com todas (sem excessão) matérias em dia (são 20). E isso é claro. Então por que DIABOS coloca-se as provas todas juntas, e não se dá um tempo pra que o aluno tenha calma/tempo/condições de ver todos os assuntos? PUTA QUE PARIU, melhora o apreendimento e o desempenho da matéria!

Enquanto existir semana de prova, vai existir aluno imbecil que só estuda de véspera; aluno que confia em resumo dos colegas e em cola; aluno que dá uma olhada nas fórmulas e vai fazer a avaliação.

Enquanto existir semana de provas existirão notas baixas. Existirão as notas altas também, mas existirão principalmente as falsas notas altas. Tipo as minhas.

"Pô, um 10 em História, hein?" [na 8ª série, sei lá ]. Eu não me lembrava mais de nada da Primeira República no ano seguinte. Te digo.

Mas isso não aconteceu porque eu estudei de véspera. Eu com certeza já havia estudado o assunto antes (pelo menos em História garanto que isso sempre aconteceu). Eu esqueci de tudo porque na hora de revisar a matéria (e só se aprende revisando, pode ter certeza), eu tinha outras muitas pra revisar. E a revisão só me serviu como aprendizado por no máximo duas semanas seguintes; porque depois de sair da sala de aula, logo após a prova, eu tive que preencher minha cabeça com a hidrostática ou com o sujeito oculto que foi ocultado de Gramática e sumiu pra sempre; ou com qualquer outro assunto que nada tinha a ver mas que eu deveria tê-lo na ponta da língua até os próximos 15 minutos.

É difícil perceber, brother?

É totalmente ridículo e precário o sistema pedagógico do meu colégio. Sempre achei.

E não vou nem comentar que agora fazemos três provas valendo 10 para no final tirar lá a sua média. A primeira avaliação é um teste valendo 10 com 5 questões. Isso, cada uma vale dois pontos e os professores, que são legais, preferem não subdividir em "a", "b" e "c". Um professor com matéria de três capítulos distintos e extensos às vezes tem só uma questão na prova e você não faz a menor idéia do que vai cair. Não dá tempo de estudar tudo. Mas você tem que estudar porque senão são dois pontos a menos e um surto depressivo a mais.

Não vou olhar minhas notas nos próximos meses.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Tá certo isso?

http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/03/06/294814601.asp

700 homens pra proteger um só. Enquanto inocentes têm seus membros amputados e a medula esburacada por falta de policiais em São Paulo - e no resto do Brasil.

É, tá bem certo isso mesmo.

Desconsiderando os gastos exorbitantes e o agravamento do tráfego numa das maiores metrópoles do mundo.

O que mais me empolgou foi o último parágrafo.

Nessas horas é que é ruim não morar na claustrofóbica - remetendo ao post anterior, claro - São Paulo. Merda.

(E que fique claro que "avessão" é um avesso bem grande. Como me ensinou Solino quando foi explicar que o certo era 'exceção' e não 'excessão'.)

terça-feira, 6 de março de 2007

Com claustrofobia

É assim que eu fico sempre que tenho que andar pela cidade na hora do "rush". Natal deixou de ser o símbolo de praias bonitas e provincianismo pra virar cidade concreto - pra mim. Já não considero mais a cidade perfeita pra viver. Você ainda?

Juro que a quantidade recorde de semáforos e de carros jogando suas baforadas de gás carbônico me faz pensar algumas dezenas de vezes antes de sair de casa. São os mesmos fatores que me fazem pensar outras dezenas de vezes em que cidade eu preciso/devo morar futuramente. Sem trânsito, menos semáforos, quantidade mínima de carros. Ruas de barro, talvez. Muito verde e pouco cê ó dois.

Ontem algum professor citou na aula que em Natal são emplacados 2 mil carros 0km por MÊS. Hoje, outro professor falou que entre Natal, Fortaleza e Recife, a que mais vende carros 0km e que conseqüentemente mais prejudica a atmosfera e agrava o aquecimento global é Natal - isso saiu em duas revistas de circulação nacional. As estatísticas me enojaram.

Criei uma avessão a shoppings centers e a lugares lotados fora do normal. Me incomoda tanto concreto se erguendo e tanta gente fazendo percursos inúteis nos seus 0km. Me dá ânsia de vômito a cidade grande.