terça-feira, 29 de maio de 2007

Inspiração muçulmana

Eu tenho um professor de História que considero inteligentíssimo, apesar da enorme propensão que tem a fugir do assunto da aula para dizer coisas engraçadas (teimando que está fazendo uma analogia compreensível). Hoje, quando a aula era para se falar sobre a história do povo árabe, ele falou bem mais sobre a religião muçulmana (não sintam pontuação de crítica aqui).
E dentre os costumes e normas dessa religião, digamos, incomum, falou-se claro, na lei de arrancar fora a mão do ladrão.

"Já pensou, hein, uma lei dessa aqui no Brasil? Ia ser os deputado tudo moneta [acho que é essa a palavra]. A gente conhecia um político rapidinho na hora que ele levantasse os braço."

Combinaria bem com os ternos escuros e os relógios caros, essa galera toda sem as mãozinhas.

E eu nos últimos dias me admirei com as pessoas que se admiraram (!) com os recentes escândalos; com os novos (?) hipócritas envolvidos.
"O presidente do Senado?!?! Até ele?! :OOO"
Sinceramente, qual a surpresa, hein? Depois de anos tão recheados de denúncias e investigações que nunca dão em nada, as pessoas ainda têm guardada uma certa assombração diante dos fatos.

Não sei porque escrevo esse post. Não saco nada de política, e não me culpo por isso. Uma coisa tão podre não é de se interessar a ninguém. Mas eu nunca vou me esquecer do que vi e ouvi na semana passada: pessoas decepcionadas com o que aconteceu.
Desculpa, mas, o tempo da decepção já se foi. Eu tô esperando companhias pra votar pela instituição da lei muçulmana aqui no Brasil. Ou pelo menos lá pelas bandas do Congresso.
E com o corte feito à navalha, senão não tem graça.





~ meus "parênteses inúteis" irritam à vocês? Lembro que um anônimo me criticava no fotolog por causa deles. :)
~ o professor é Wellington Albano. Ele até disse que tinha um blog, oh, mas terminou sem divulgar a url. ¬¬

domingo, 27 de maio de 2007

Tô procurando concentração,

paciência e disposição. Onde é que compra?

Ô saco, hein.
Às vezes eu queria que o dia tivesse 30 horas, a semana 10 dias, e o mês 5 semanas. Mas só às vezes. Pra dar tempo de tudo, sabe?

As últimas duas semanas foram de cão. Noite Cultural quase como prioridade. Mas eu acho que valeu a pena; principalmente na hora de o ginásio inteiro ter rido enquanto eu lia que a coxinha e o refrigerante da cantina custavam só um real.


Bah, sem assunto total, bróder.
A inspiração foi embora depois de 4 textos frustrantes que fiz pra Noite Cultural. Também não tenho visto tv nem lido revista (sou uma alienada, yeah). Então nem tenho do que falar mal.

Até. (:

terça-feira, 15 de maio de 2007

Em último plano.

"Tá, tá, prometo que mais tarde trago o que você me pediu! (...) Lógico, tá garantido! Nem se preocupe!"
"Ai não... não trouxe. Esqueci porque estava me divertindo com meus amigos ontem à noite! Desculpa, não sabia que você ia ficar tão desapontada..."

"Tá bom, eu não esqueço de trazer o remédio pra sua boca que não pára de ameaçar se rachar no meio. Amanhã você já vai poder articular as palavras sem tanta dor."
"Não, não trouxe não... Tava de carona, aí, sabe como é né."

"Eu? Eu não! Você que tinha que ligar! Minha consciência está limpa [por eu não ter te ajudado]. Me poupe! Tenho muito mais o que fazer, viu?"

Vocês foram quando pro Mid?
"Ontem à noite."
(Ponto final enfático de quem não dá a mínima para o que acaba de dizer nem tem a menor noção do quão depressivo pode se sentir seu interlocutor nessa hora.)

"Ah, é, vamos combinar tudo. Eu, você, Fulana e Fulana. Pronto. Você quem decide essa parte daí, afinal, é seu aniversário."
(Finge que não existe a pessoa que acaba de chegar à conversação. Aliás, isso nunca foi dificuldade nenhuma não).

Ah, você quer ir? Se tiver senha sobrando te chamo!
(Sabe como é né, primeiro os outros; depois é que eu me lembro que sou sua amiga!)

"Eu vou falar com ela e te ligo se a carona der certo ou não. Te ligo de todo o jeito!"
(Madrugada passa)
"O show foi óóóótimo! Por que você não foi?!"
(...)

"Vixi... tem bem uns 10 dias que não falo com ela. Mas quem liga? É só mais uma filha largada no mundo."




Meus pêsames se você leu o post até aqui.

domingo, 13 de maio de 2007

Amenidades.

Ano de pré é realmente uma correria. E não, eu não "vivo estudando". Eu odeio meus amigos que ficam dizendo que eu estudo muito; que mentira. Isso só me pressiona.
Mas enfim, a ausência de posts não é só porque a criatividade de vez em quando se despede. É também porque é tempo é curto demais.

Essa semana que passou tive 8 provas. Em 2 dias. Quatro em um dia, quatro em outro. 10 questões objetivas para cada matéria. Quando tive que fazer 20 questões de cálculo em 1 hora e meia no último dia, alguma coisa mais irritante que uma gastrite nervosa me atacou. Essas crises acontecem sempre na hora da prova; duram por mais uma hora depois que eu saio da sala. É um inferno.

Falando em saúde, comecei o Roacutam. Serão 5 meses, apenas. Sem dizer "mas, Bia, você não precisa!".
Bah.

(Nojo da prefeita falando em Dia das Mães agora na televisão. Eu ia até fazer um post sobre essa data capitalista horrorosa; mas as pessoas ficam dizendo que eu só sei criticar. Então tá. E minha parcela de palavras diárias já se foi na redação do colégio.)

Se você tiver dinheiro sobrando na sua carteira, me compre todos os livros do Jovens Escribas. Ou pelo menos o do Patrício Júnior, "Lítio".

Só bobagens por hoje. Vou dormir que amanhã tem cursinho bombante de Matemática. Ai, meu saco. Matemática têm feito meus cabelos cair ultimamente...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mais mesquinho impossível.

Por favor, nunca compare notas na minha frente. Eu tenho nojo de quem compara suas notas às dos outros. Como se NOTA medisse conhecimento de alguém!
Eu tenho mania de chamar os outros de mesquinhos e medíocres, quase de forma viciante. Mas são sempre defeitos dessa ordem que eu fico notando (na verdade procurando) por aí.

Às vezes eu tiro uma nota muito boa, e uma outra pessoa tira uma nota inferior à minha, só que essa pessoa sabe mais daquela matéria do que eu - por incrível que pareça. E isso é fato. É até idiota eu falar isso aqui; o senso comum sabe disso.

Eu já tirei tantas notas boas e na verdade não aprendi nada daquele assunto, cara. Já peguei provas minhas e li respostas que provavelmente eu não daria se me fossem perguntadas hoje. Né absurdo? E nem acho vergonhoso falar isso. Na verdade acho, um pouco. Mas o assunto "falsas notas altas" já foi assunto de um post passado. (Não sei onde tá. Procure.)

Os idiotas, ops, desculpe, os meus colegas, ficam por aí perguntando "pô, fechou alguma prova?", "qual tua menor nota?", numa tentativa de sondar em que patamar ele está. No patamar da mediocridade, repito.

Aquele número podre, riscado, circulado e julgado por uma pessoa, não define o quanto você sabe sobre tal assunto, e sim o quanto você foi capaz de redigir sobre ele num ínfimo momento de sua enorme vida (ela é enorme sim, comparada ao tempo da prova. Pelo amor de Deus, sem reparar até nisso). Será que ele é capaz de realmente dizer alguma coisa?

A prova, o boletim, as avaliações que os professores fazem e colocam na caderneta, são 'coisificações' do aluno. Elas não dizem absolutamente nada. Porque conhecimento, idéia, pensamento, é muito mais do que isso; é abstração. Ele nunca será capaz de ser medido. Pelo menos não usando os critérios esdrúxulos que muitos acreditam ser o mais indicado para expôr o pombão "mais inteligente da sala". O cara normalmente é bom mesmo; o pombão é você, que acredita que ele é o melhor e mais inteligente aluno só por conta dos seus 10 no fim do trimestre.

Urgh. Nojo.