sábado, 16 de junho de 2007

Eu vou desistir de tentar tirar uma nota boa em redação.

É, porque quanto mais eu me esforço, mais eu estaciono no 7 vírgula alguma coisa.

Não me venham com o sermãozinho de que tô sendo mal agradecida com essa nota porque nos parâmetros do vestibular, ela e nada é praticamente a mesma coisa. Ou não.

Enfim, o fato é que pra quem gosta de escrever, receber boas notas do professor do cursinho não é uma utopia. Mas está se tornando. Às vezes sinto que meu esforço é em vão; e que eu deveria me contentar em ter a mesma nota que a maioria dos meus concorrentes.

Existe uma série de regras, formas, modelos, restrições a seguir.
Há formas enumeradas sobre como começar um artigo de opinião; são expostas a título de "sugestão", mas é uma sugestão entre aspas mesmo, porque o aluno sente a alfinetada: comece o seu texto assim.
Há um "conselho" para pôr, dentro do próprio parágrafo, introdução, desenvolvimento e conclusão. Conselho entre aspas; nova alfinetada.
Os professores dizem que não é muito aconselhável terminar um parágrafo meio que com uma pergunta no ar, a ser respondida no parágrafo seguinte... O vestibulando que teve sua redação publicada no Atualidades Vestibular fez isso. Mas, sabe, é arriscado por demais. ("Não faça, não arrisque, seja linear, previsível, comum").
Também é importante seguir o método indutivo ou então o dedutivo.
Seja simples, claro, coeso, seja assim, seja assado.

Todas essas regras são pra mim uma grande ofensa. A impressão que eu tenho é que o vestibular quer um tipo único de redação; textos iguais, lineares e previsíveis, como eu disse. Milhares de pulsos mecânicos, que escrevem sempre de um jeito igual, sobre assuntos variados. Uma seqüência única, medíocre, e boba.

Talvez por isso eu me contente com o 7,algumacoisa. Sabendo que meu texto não é ruim, é apenas diferente do texto de todo mundo.

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