quarta-feira, 25 de julho de 2007

Chatice é hereditário

E pra falar de mim as pessoas normalmente dizem "muito simpática!" ou coisa do tipo. Não sei se é na base da sinceridade ou se é para se esquivar sobre comentários da minha beleza - ausente, no caso. Já fui intitulada "miss simpatia" e tudo; só nos dizeres, claro. Daí eu lembro de meu pai responder à Dona Tânia, que não soube colocar o termo "antipático" no devido lugar:
- Antipático, não! Eu sou chato!
É bom reconhecer isso, sabe? Melhor ainda é encontrar nas falas do seu progenitor algo que você repete para si mesmo, meio sem querer e com freqüência.

Típico não concordar com festas de aniversário e resmungar quando algo não dá certo.

E, não que eu esteja de mal-humor, mas se me irrita o modo como algumas pessoas falam comigo todos-os-dias, feito dementes, então não vai ser todo dia que eu responderei o cumprimento de igual para igual. Haverá dias que falarei normalmente, sem entusiasmo. E eu não tô com raiva, cara. É só por que eu sou chata (!). Eu aposto como ele também age assim!

Se eu falar rispidamente, também não é porque eu estou com raiva de algo. Sua pergunta foi leviana ou, quem sabe, burra, e eu não tenho tanta paciência para respondê-la com um sorriso e sem nenhuma arrogância. Difícil, hein.

E, ultimamente, nada tem me divertido mais que desligar o celular sempre que for começar a estudar. (O modelo do telefone móvel do meu pai ainda é o tijolão; talvez ele não tenha carregado a jeringonça uma única vez desde que comprou, e acha um saco ter de usá-lo de vez em quando.)

Culpa da genética tudo isso.

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