quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Joana e Amiga 1 (parte II)

Continuavam na mesma escola, nas mesmas aulas, no mesmo círculo de amigos, e a distância veio. "E" é conjunção coordenada adversativa aí, claro que sim, tão incoerente que isso foi. E, pior, não foi aos poucos, não recebeu explicação, não foi indolor nem passou despercebido.

O círculo de amizades mudou. Joana foi para um que já tinha desde seus, hm, 8 anos de idade. Nunca havia acreditado neste círculo, mas foi o que sobrou. E em se tratando de amizade, a sobra não é o resto, mas o tudo. A Amiga ficou naquele outro, aparentemente mais divertido e unido. As pessoas se importavam com ela, e ela com eles. Até que chegou o ponto em que Joana não importava mais, em que os cumprimentos pareciam de quem mal se falava, em que não havia mais confissões ou segredos. De vez em quando alguém forçava a barra, mas nada voltou a ser o que era antes.

Sem cartinhas, sem textos nem pretextos. O tempo passou mesmo e a vida as ensinou de que os caminhos e os amigos estão aí para serem escolhidos, e tudo depende (única e somente) de nós. Hoje Joana a ouve combinando as viagens, as festas, e as dormidas de fim de balada com os novos amigos. Segura o choro e abre um sorriso. Em seguida pergunta: e aí, como é que você tá?

Há quem diga que as sobrancelhas espessas e as personalidades inigualáveis continuem iguais, mas sem se encontrar. Andando em retas paralelas, como diria o professor de Matemática (ah!, era ele quem sempre trocava o nome das duas!).










(Cabou.)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Joana e Amiga 1

Uma sempre soube quem era a outra desde tempos antigos assim. Até que se cumprimentavam, não se odiavam, mas também não sonhavam em ser amigas ou coisa do tipo. Uma lá e outra cá, até o dia em que as circunstâncias de um sonho as uniu. As circunstâncias e a vontade de realizá-lo também.

Elas duas e mais um monte de gente querendo algo em comum. Foi bom enquanto durou. Adivinhe você que o desejado nem veio, mas que a amizade perdurou.

Uma espécie de metade da laranja foi uma se tornando para a outra. Tinha gente que as confundia! Mas eu particularmente acho que, fisionomicamente falando, não tinham nada a ver. "Eram as sobrancelhas espessas", algum observador verificava. E era mesmo.

Mas imagine alguém que odeie tudo que você também odeia, que tenha valores idênticos e sonhos parecidos. Imagine a complementaridade suprema de conselhos e repreensões; de ajuda mútua. Joana aprendia com sua amiga num espaço de poucos meses o que amizades de anos não haviam lhe ensinado - ou completado.

Bebida gelada, xingamentos, palavrões, comidas calóricas, sim!, dançar até não aguentar mais, um convite para beber e um outro para o cinema - hobbies preferidos de ambas. Tinham tudo para ser melhores amigas, mas não o foram. A Amiga já tinha uma melhor amiga dos tempos de infância, coisa que Joana nunca conseguira conservar igual.

Os dias seguiam. Joana nem achava necessário perguntar "como é que você está?", mas sim "o que é que houve?". O semblante da outra dizia tudo sem que escorresse uma lágrima ou aparecesse um sorriso amarelado (daqueles falsos). As personalidades fortes faziam um duelo lindo, e os outros assistiam sorrindo àquela amizade que mais parecia sinestesia - sensações se fundindo o tempo todo. Era tudo muito intenso.





(Continua, sim)

sábado, 27 de outubro de 2007

A usualidade da afirmação.

Tem gente que prefere dizer logo o que pensa ao invés de perguntar. Do nada, soltam sua opinião em tom de verdade absoluta, sem nem ao menos indagar sobre a verdade do assunto em questão. Ou pelo menos uma indagação disfarçada, com o tom interrogativo não tão claro. Tá valendo também, pô.

Pessoas que me encontram duas vezes ao ano e mal sabem como eu sou, quem eu sou, têm a audácia de dizer: por que você está com medo do vestibular? Você nem fica nervosa!

Digaí que grande acerto. De fato, não sou eu que tenho crise de choro no portão da escola da prova. Também não choro por semanas seguidas, assim, de praxe, por causa do cansaço. Não tenho desespero algum na hora que não consigo resolver mais de dez questões seguidas. Nem insônia, gastrite, intestino funcionando pessimamente (desarranjos e a tal das 'gases'), monte de enjôos. Não enlouqueço com Física, nem as Geometrias Espacial e Plana. Eu saco tudo disso, tão bem que você nem imagina. Minha cabeça não quer explodir no fim do dia. Minha vontade nem é desistir de tudo, e sair correndo da sala de aula na maioria das vezes.

Sabia não, que eu era assim? Pois é. Aprenda, por obséquio, que as aparências enganam, e que deixar-se levar por elas é sinônimo de burrice (para não dizer imbecilidade). Aprenda que o que você pensa muitas vezes não é o que realmente é, e que não se faz pré-julgamento.

Fico só um pouco irritada com isso. (Acontece sempre. Sempre.)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

(continuação)

Foram os dois que desistiram um do outro, sabe. Isso era mais que previsível, ao mesmo tempo que incompreensível se olhasse para trás. Uma história de bons momentos, entendimentos de verdade, uma espécie de "sei exatamente como você se sente quanto a isso". Eles eram iguais em muita coisa.

E por serem tão iguais, parece que o lance que a Eletrostática tem de "corpos de mesma carga se repelem" se aplicou à eles também. Foi paulatino e inexplicável. Ele começou a mudar de repente; tanto ela labutou, e nada.

Foi exatamente o que eu te disse. A falta de consideração de repente, o "por-favor-não-exista" da parte dele e tudo o mais. Ambos não queriam mais um ao outro. Mas foi ele quem não quis primeiro.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ele a deixava para trás, literalmente. Descia do carro e, pá, pum, desaparecia. Um "obrigado" seco dizia antes, daqueles carregados de um sentimento de obrigação, nunca de gratidão. Virava as costas, não esperava jamais. Saía correndo porque queria se ver livre dela o mais rápido possível.
As mais arrogantes palavras, sempre. Com todo mundo, sabe, mas com ela dava pra sentir que era pior. De propósito? Ela se perguntava isso também. Nunca soube, mas sempre desconfiou que sim.
Descaso tamanho, falta de consideração que doía. Conhece aquela vontade de chorar sem parar por causa da maior das besteiras? Mas falta de consideração para ela não era besteira, era coisa séria. E isso tirava-lhe o sorriso diário.
Quem dera ele ela não existir! Quem dera ele ela agüentar aquilo tudo, como se tivesse obrigação de apanhar um pouco na vida. Pra aprender. (O que, hein?)
Até que chegou o dia em que ele saiu correndo (de novo), o mais rápido possível. Subiu na bicicleta e não esperou-a, como bem haviam combinado e como bem era comum voltarem sempre juntos. Levou (ou deixou?) consigo a indiferença.
Dias depois descobriu, ela, que as palavras trocadas não passavam de obrigação por causa de um trato que eles haviam feito. Ele agora respira aliviado por ela ter desistido do acordo, e nem a cumprimenta mais.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Assaltante rouba relógio de brasileiro em São Paulo.

Com esse título digam todos: ooooohhh!

Adianto que não vou ficar do lado dos que acusam do que Luciano Huck é (elite, mauricinho, mimado, playboy, ex-trancafiado de bolha de isolamento (coisa de gente rica, sabe), etcétera), nem ficarei do lado daqueles que o defendem com seu grito de gurra de que ele-é-igual-a-todo-mundo-e-por-isso-pode-reclamar-cadê-a-democracia-? Não. "Vai ficar em cima do muro, Bia?" Quem sabe. Vamos brincar de analisar? Pseudopsicologizar.

De fato, o Luciano é cidadão brasileiro e tem todo o direito de espernear após terem roubado seu relógio de camelô (presente da esposa; dependendo do modelo, pode ter custado seus cinqüenta mil). Se ele teve o meio, isto é, onde espernear, bom pra ele. Está lá, na Folha de São Paulo, ele mandando chamar o Capitão Nascimento e dizendo que no outro dia acordou envergonhado de ser... o que foi mesmo que ele disse hein?

Lembro não. Eu esqueci aquele artigo e esqueci de propósito. Porque ele é ruim, é bobo, é pueril demais. Vem cá, aquele cara saiu de casa pela primeira vez em mais de 30 anos foi? Não, por favor me diga que sim. (E essa é a parte que mais me entristece.) O texto-manifesto do rapaz parece tratar de algo nunca visto, uma aberração, algo atípico, absurdo tamanho. A gente sabe que não é.

A gente sabe que, infelizmente, roubar relógio e muitas outras coisas no Brasil, é rotina. Relógio, celular, carteira, carro, bancos, casas... vidas. Roubar, furtar, assaltar, talvez sejam os verbos mais citados nos jornais locais. Luciano não lê?! Não sabe disso?! Outra não-surpresa.

É infeliz que se escute a notícia de um roubo sem levar o menor susto. Assim como é infeliz ouvir que as favelas do Rio continuam sua guerra de traficantes; assim como é infeliz ler nas tarjas do canal 60 a nova quantidade de mortos na guerra do Iraque; assim como dói no coração de alguns brasileiros com consciente operante e um pouco de cidadania saber que, todos os dias, os políticos estão tirando mais uma pá de dinheiro nosso e usando em prol dos seus bens, das suas vidas e dos seus ternos e carros importados. Tudo isso é doloroso - pelo menos pra mim - e não é novidade.

Eis que não me incluo nem no grupo dos que estão do lado dele porque acham que isso é aplicação democrática e um cara como ele (?) deve fazer isso, como também não me incluo no grupo daqueles que falam uns desaforos e acham que o cara não deve reclamar porque já tem muito ou porque ele acha que por ser quem é, está imune a esse tipo de coisa. Meu grupo é o dos que ficaram pasmados com o "desabafo" huckiano: ei, por que o susto, Luciano? Todos os dias, milhares de brasileiros passam por situação pior ou mais traumática que a sua. Nunca paraste pra pensar nisso? Num é você que é dono de ONG?

Manda o marido da Angélica ver noticiário, comprar o jornal do dia, ter mais consciência das coisas. Manda o cara virar adulto e parar de chamar a tropa de elite ou a tropa da elite. Manda ele, e todo cidadão brasileiro, se assustar e se indignar mais ainda a cada roubo, assalto, ou morte. A gente não merece isso, NINGUÉM merece isso - seja quem seja e venha de onde vier. Vamos brincar agora de outra coisa: de ser conscientes, de parar de criticar quem roubou e quem foi roubado, quem tem direito ao o que aqui. O buraco desse país é mais em baixo. Esqueçam o rolex, o artigo, e o chororô do narigudo. Pense como anda a sua vontade de fazer a diferença. Perdoem o clichê, mas é desse tipo de reflexão que a gente anda precisando.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O doze de outubro que haveria de ser o décimo

Se não erro nas contas, seriam hoje 10 anos completos. Ainda me passa pela cabeça a possibilidade do que "poderia ter sido". Uma festa de aniversário e umas pessoas te aplaudindo, literalmente. Aplausos sempre foi o que você mereceu.

Devaneio sobre como serias hoje. Se seu cabelo ainda teria aquele bicolor castanho na raiz e loiro nas pontas, ou se teria já começado a escurecer - o que normalmente acontece; se seus olhos ainda seriam daquele castanho claro, ou se teriam puxado pro mel ou pra qualquer outro tom de castanho, mas aposto que continuariam vivos e grandes, com aquele brilho de menina apaixonada; será que estarias enorme, próxima do meu tamanho, ou pequenina e sem me assustar com um crescimento acelerado que eu notaria a cada encontro? Eu ia até te perguntar sobre os paqueras, os namorados, porque cê sabe né, as crianças hoje são precoces (mais do que as do meu tempo - eu! - já eram).

Queria multiplicar as lembranças nossas. Recordo só de um sorvete no calçadão, uma pizza, uma piscina, um "banho de banheira" improvisado; lagoa, varanda de apartamento e "namorar os surfistas", uma festa de aniversário (que de tão grande parecia teu 15 anos, já), e uns encontros com umas risadas exageradas. Risadas minhas, claro. Eu achava graça de coisas que tu não entendias, que, aliás, tu fazias na maior inocência e eu interpretava com olhar de adulta (puf, coitada de mim).

A saudade aperta, não pense que atenua com o tempo. O conforto não é total, e o conformismo muito menos. Nos devaneios inserem-se as perguntas se isso foi "o que tinha que ser", ou se poderia ter sido de outra forma, se há realmente o "poderia ter sido" de que falo, o qual às vezes me desmonta. Do fundo do coração, a maior vontade que tenho no doze de outubro é cantar parabéns pra ti, junto com mais um monte de gente que te ama e que precisa de você, batendo palmas bem alto, te aplaudindo de verdade, porque é isto que você ainda merece e sempre mereceu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

E pros amigos sinceros deixo a razão. Sim, a razão, e não a emoção. Deixo a razão porque acredito que a emoção mova aquelas amizades de bares e boates, de gargalhadas e histórias divertidas. A emoção, a adrenalina, e a vontade de divertimento sempre nos mandam pra pessoas assim. A razão não. A razão perdura, se resguarda, não se manifesta enquanto não for preciso, e deixa a emoção fazer a festa, rolar solta e comandar as relações interpessoais. A razão é a mais observadora de todas as observadoras.

Acredite que estás rodeado de pessoas para as quais a emoção te guiou. A emoção de um encontro casual, daqueles bem épicos, sabe? Que a gente acha que vai contar pros nossos netos lembrando-se de um "velho amigo". Besta, talvez não passe de um ente que estudou contigo e que talvez te deixe uma lembrança aprazível. E só. Pros seus netos você vai contar daquele amigo que você amava e não dizia (e provavelmente ainda ame), que você sentia falta, saudade, distância e também não falava (e provavelmente ainda sinta tudo isso), que te entristecia com umas mudanças repentinas, que você queria ter passado mais tempo junto e depois se arrependeu por não ter tentado.

Não me acuse de mentirosa! É fato que a gente pouco reconhece os amigos de verdade. Os confundimos tanto! Pomos nessa categoria (e como eu odeio categorizar as coisas!...) quem não devia estar; dá um nó na nossa cabeça, que só se desfaz nos piores momentos. Aliás, às vezes não chega nunca a se desfazer. Às vezes passamos uma vida inteira com essa confusão estacionada, que nem nos parece confusão. E ela perdura (tal qual a razão) porque os nossos amigos reais preferem não se manifestar, preferem não precisar dizer o quanto você é importante pra eles, porque eles sabem disso e acham que isso basta (inocência!); porque eles têm plena convicção que não é uma semana, um mês, um ano afastado e mudando de círculo social que vai abalar alguma coisa. Eles ainda guardam com carinho o verdadeiro amigo que com o tempo passou mais a parecer colega de turma. (Mas não é! Eu sei!)

O saber desses amigos verdadeiros, a razão deles, é que é bom de conservar. É uma razão assim que eu quero deixar pros meus amigos de verdade.

A confusão na minha mente se faz e se refaz... mas eu guardo umas certezas quanto a isso. Umas certezas assim, inexplicáveis, imutáveis. Que perduram, portanto.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Não gostei.

Esse ano não tem sido uma constante eu circular em ônibus, ao contrário do meu 2006. Acho que, hoje, 02 de outubro, não somam nem 10 ou 12 as vezes que embarquei nesse transporte desde janeiro. Mas agora, voltando ao Eucaliptus quase diário (e aguardando o desbloqueamento da carteira de estudante para poder comprar meus tiques), tomei um susto.

Segunda-feira, dez pra uma da tarde, mal chego na parada e lá vem o azulzinho, "Via Alecrim". Ergo o braço direito e conservo uma mania estranha de balançar o punho nessa hora - não sei por que faço isso, demonstrando uma espécie de agonia (que eu não tinha). O ônibus pára e eu me deparo com duas portas, uma praticamente do lado da outra. Como se fosse uma estrangeira, ou então qualquer grã-fina daquelas que nunca haviam subido num ônibus e que desconhecem a propriedade da cordinha, eu pergunto ao motorista: entra por essa ou pela outra? E ele, com aquele ar de satisfação enorme pelo vultoso salário que deve receber no fim do mês, somada a vontade de dirigir pelo trânsito organizadissímo da planejada Natal, responde: por essa!

Segue outro susto: o motorista é quem recebe meu vale-transporte. Cadê o cobrador? Até então só tinha visto isso nos microônibus, em ônibus normal jamais. A roleta mudou de posição, está tipo em diagonal, e logo na entrada. Atravesso-a com dificuldade (mochila + fichário + pasta + livro de 400 páginas do meu pai que deve ser manuseado com muito cuidado), encontro duas amigas antigas, que juntamente com umas outras 3 (na hora parecia mais), estão bloqueando a passagem de quem chega, e aos trancos e barrancos me dirijo ao banco. É quando me pergunto: que porra é essa?

Não peço desculpas pelo termo, porque eu me revoltei. Quer dizer que os ônibus novos não têm mais cobrador? Desemprego. Massa. Bacana. O motorista, além de se preocupar com quem desce e com quem sobe, onde deve ou não parar, com os carros que odeiam o veículo que ele dirige, com pedestres no meio da rua, sinais de trânsito, e sei lá o que tanto mais, agora também deve atentar para o vale-transporte (e colá-lo no papelzinho), tickets (e conferir se bate com a carteirinha), troco (que envolve moedas minúsculas de 5 e 10 centavos), e, como algo recente também, autorizar a passagem da pessoa de acordo com o pagamento. Dependendo de como você estiver usufruindo do transporte, ele autoriza num sensorzinho lá, pra poder liberar a passagem pra você. É quando uma voz de aeromoça frustrada anuncia: "estudante!" ou "inteira!" (eu observo, sim, um tom exclamativo na frase; você não?). Isso atrasa, e muito. Atrasa quem espera o motorista fazer isso pra poder passar pela catraca; atrasa quem está no ônibus com pressa, porque agora o motorista demora mais pra sair da parada; atrasa o trânsito, pois agora o coletivo fica mais tempo estacionado que andando. (Eu não quero nem imaginar como deve ser quando falta troco.)

Mas tem mais! A porta de sair é LOGO DEPOIS da de entrar. Quem tá chegando se esbarra com quem tá saindo, provocando uma sensação claustrofóbica de vaquejada que tem banda cearense como atração principal. Aqueles que estão de saída se acumulam ali, esperando a próxima descida; quem chega tá doido pra se sentar e passar direto pro seu banco - esse processo agora se complicou.

Não vejo justificativa para todas essas mudanças. Talvez argumente-se que seja pensando nos idosos, que antes tinham de correr lá pra trás do ônibus, pra poder subir. ("Ei, motorista, gratuidade, oh!"; "Por trás."; corrida desajeitada, sobe resfolegando e senta - quando dá.) E nos deficientes ou em outras pessoas em mesma situação. Mas não custava colocar a porta no meio, ao invés de por as duas no começo. Aliás, não custava nada fazer a máquina funcionar pro gratuidade (essa de agora funciona?) e pra qualquer outra circunstância em que o cidadão merecesse usar o transporte público sem desembolsar nada. Por que mudanças tão ridicularmente estúpidas?

Pela primeira vez, desejo que me esclareçam tudo isso em forma de humilhação. Normalmente eu argumento contra algo e depois vem outro e justifica tudo, me deixando no chão. Claro que detesto isso. Mas agora é isso que eu quero. Porque eu preciso que me convençam de que esse sistema é o melhor e o mais correto. Preciso que me calem, e que me façam compreender que R$1,75 é um preço justo por uma calamidade dessas.












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Ai, sim, ei, me dá umas dicas de música bacana preu baixar. Se possível alguma coisa instigante. Estou voltando a correr. =)