quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Joana e Amiga 1 (parte II)

Continuavam na mesma escola, nas mesmas aulas, no mesmo círculo de amigos, e a distância veio. "E" é conjunção coordenada adversativa aí, claro que sim, tão incoerente que isso foi. E, pior, não foi aos poucos, não recebeu explicação, não foi indolor nem passou despercebido.

O círculo de amizades mudou. Joana foi para um que já tinha desde seus, hm, 8 anos de idade. Nunca havia acreditado neste círculo, mas foi o que sobrou. E em se tratando de amizade, a sobra não é o resto, mas o tudo. A Amiga ficou naquele outro, aparentemente mais divertido e unido. As pessoas se importavam com ela, e ela com eles. Até que chegou o ponto em que Joana não importava mais, em que os cumprimentos pareciam de quem mal se falava, em que não havia mais confissões ou segredos. De vez em quando alguém forçava a barra, mas nada voltou a ser o que era antes.

Sem cartinhas, sem textos nem pretextos. O tempo passou mesmo e a vida as ensinou de que os caminhos e os amigos estão aí para serem escolhidos, e tudo depende (única e somente) de nós. Hoje Joana a ouve combinando as viagens, as festas, e as dormidas de fim de balada com os novos amigos. Segura o choro e abre um sorriso. Em seguida pergunta: e aí, como é que você tá?

Há quem diga que as sobrancelhas espessas e as personalidades inigualáveis continuem iguais, mas sem se encontrar. Andando em retas paralelas, como diria o professor de Matemática (ah!, era ele quem sempre trocava o nome das duas!).










(Cabou.)

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