sábado, 27 de outubro de 2007

A usualidade da afirmação.

Tem gente que prefere dizer logo o que pensa ao invés de perguntar. Do nada, soltam sua opinião em tom de verdade absoluta, sem nem ao menos indagar sobre a verdade do assunto em questão. Ou pelo menos uma indagação disfarçada, com o tom interrogativo não tão claro. Tá valendo também, pô.

Pessoas que me encontram duas vezes ao ano e mal sabem como eu sou, quem eu sou, têm a audácia de dizer: por que você está com medo do vestibular? Você nem fica nervosa!

Digaí que grande acerto. De fato, não sou eu que tenho crise de choro no portão da escola da prova. Também não choro por semanas seguidas, assim, de praxe, por causa do cansaço. Não tenho desespero algum na hora que não consigo resolver mais de dez questões seguidas. Nem insônia, gastrite, intestino funcionando pessimamente (desarranjos e a tal das 'gases'), monte de enjôos. Não enlouqueço com Física, nem as Geometrias Espacial e Plana. Eu saco tudo disso, tão bem que você nem imagina. Minha cabeça não quer explodir no fim do dia. Minha vontade nem é desistir de tudo, e sair correndo da sala de aula na maioria das vezes.

Sabia não, que eu era assim? Pois é. Aprenda, por obséquio, que as aparências enganam, e que deixar-se levar por elas é sinônimo de burrice (para não dizer imbecilidade). Aprenda que o que você pensa muitas vezes não é o que realmente é, e que não se faz pré-julgamento.

Fico só um pouco irritada com isso. (Acontece sempre. Sempre.)

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