quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Bsb beach.

E não demorou muito eu cheguei. Com escala em Recife e uma aeronave lotada, cheguei. Desembarco na cidade dos ternos e gravatas, das pastas pretas e dos cenhos (?) cerrados, do olhar pro relógio com curtos intervalos de tempo, das mulheres bonitas de salto alto os quais fazem poc-toc em alto volume em todos os pisos (não precisam ser de madeira).

Cheguei à cidade sem bairro, onde há mais números que letras nos endereços, e nenhuma onda salgada onde se possa tomar um banho. À cidade do cafezinho caro, de tanto shopping e tanto trânsito, mas com um monte de área verde. Salientando aqueles galhos tortuosos e de cascas grossas. "Por que a vegetação é assim, tu sabes?" "Porque é o bioma daqui!" "Burro! O solo é ácido, infeliz."

À cidade moldada pelas mãos do Nienmeyer, que só existe por causa das idéias megalomaníacas de um governante que vendeu o país.

Virei estrelinha em frente ao Alvorada, bati foto com aquele soldado à lá soldados britânicos ("ah, ele pisca!"), comi quando não tinha o que fazer, reclamei de tanta chuva e de tanto mosquito, vi o sol de pôr às 19h30 (sem bater palmas), tomei chocolate quente pra agüentar os 18°C (pra mim é muito, tá). As provas foram aquela coisa, né? Deixaram uma incógnita.

Ah, Brasília. Até não sei quando mais. (Gosto de ti, mas é que às vezes bate uma dúvida se tu és legal mesmo.)

Nenhum comentário: