quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ausente é apelido.

Eu não abandonei o blog! Apesar de ter estado veraneando, eu vim a Natal algumas vezes no mês de janeiro e, sim, poderia muito bem ter postado. Mas acontece que ultimamente não tenho escrevido nada, porque não tenho recebido de alguma entranha minha a devida inspiração ou criatividade. Puf. Não que eu as tenha em grande quantidade.

Já se passou um mês que o ano "virou". Como eu já disse nesse blog, nada 'zera' nem 'vira', apenas continua. E nessa continuação de vida, eu apenas tomei sol, joguei frescobol, corri na pista, dancei forró, dancei axé, ouvi Zeca Baleiro até dizer basta, namorei, me queimei numa caravela, vi lua cheia nascer, desci de sandboard, tomei banho de lagoa, tomei banho de mar, tomei sorvete, comi feito uma porca, levei bronca da família por não dar notícia (1 dia tem telefonar), fiquei melada, fui (somente) a dois churrascos de aprovação, li novelas e contos russos, dormi mal, dormi muito, conheci novas pessoas, almocei com as amigas, me encontrei com meus colegas calouros e meus (aplicadores-de-trote) veteranos, peguei um bronze, ganhei um óculos escuros (ufa!), gripei.

Gripezinha besta. Já estou me recuperando só no transpulmin e mel com própolis.

E aí, quem me conta alguma novidade? Porque eu mesma só tenho essas. A maior de todas, depois da aprovação no vestibular, foi ter me queimado numa caravela.

Depois de Harry Potter (o sétimo volume pra mim foi detestável), li contos e novelas de Tcheckov (presente de Solino), livro muito muito bom (O Beijo E Outras Histórias). Em seguida, Contos Bregas, do Thiago de Góes. Terminando agora de reler O Pequeno Príncipe para entrar em Lítio. Tenho mais dois de Adélia Prado na fila, e aguardo um Gabriel García Marquez como presente tá? (Não sei se o nome dele escreve assim e não tô nem aí.)

O último filme bom que eu vi foi Babel. Jóia! E o último filme de fato foi Opaió, nacional, mas com áudio ruim (piratex). Ah, não, eu tentei assistir a comédia romântica Sorte No Amor mas não deu... cochilei. Esse gênero realmente não me desce.

Amanhã começa o Carnaval, e apesar de eu não gostar dos festejos desse feriado, vou voltar para a praia e comemorá-lo (?!?).

Quem sabe eu volto com vontade de escrever. Tomara.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Passou. Passei.

As indagações típicas que atormentavam desde o 29 de dezembro, mais ou menos. Algumas pessoas só tinham isso como tema de conversa, e especializaram em tocar no assunto pelo menos 3 vezes num intervalo médio de 5 minutos. Sorrisos amarelos, muitos sorrisos amarelos. Claro que boa parte dos interlocutores não entendia a classificação de desagradável da pergunta e a faria em mesmo tom descontraído (ou terrorista!) no dia seguinte. Acho massa a compreensão de alguns.

A 6 dias, pá pum, acordo e: caraaaaaaaaaaaalho, é sexta! (Pensei 'feio' assim mesmo, algum problema?) Tava perto, pertíssimo, e pela primeira vez bateu um verdadeiro nervoso e caiu a ficha de verdade também. Tão ruim e tão estranho que isso é, a sensação de suspense e espera foi pior do que todo o ano torturante que se passou.

Véspera e rio de lágrimas. Por mim, não teria visto ninguém, não teria dado um único sorriso ou abraço em conhecidos. Nem nos amigos. Incrível como a necessidade suprema de solidão é concomitante a visitas inesperadas e várias pessoas lhe abordando em todo lugar que você for. Mais irônico que isso não existe.

Enquanto o choro começava a me cansar, adormeci.

Uma sexta-feira que amanheceu com mais sorrisos amarelos, que quase não se mostravam (dentes tímidos por causa de tanto suspense e medo). O choro virou escândalo, e mais uns tremores de desespero sabe. Coisa doentia mesmo. Feia. Novamente, não quero ninguém em casa! Novamente, visitas inesperadas, e até indesejáveis diante das circunstâncias. Esperasse a resposta positiva, pô! Sacanagem. Chorei mais. Aí já foi desespero (para todo mundo).

"Vamos dar uma volta?"
*Balançar de cabeça porque os soluços não davam brecha para a fala*
*15 minutos depois e "EI, VOCÊ PASSOU" com um sorriso.

Só sosseguei quando meu nome apareceu no rodapé da televisão.
Agora sim, farinha, tinta, camisa carimbada e um monte de "parabéns" ao pé do ouvido, ao telefone, aos gritos. Tanto abraço e tanto sorriso (que nada tinha de amarelo agora).

Felicidade. Prazer imenso. E a certeza de que tudo valeu a pena. É uma sensação única, uma felicidade extremamente peculiar, da qual só se experimenta essa vez na vida, e nunca mais.

Quem não entrou na turma 2008.1 ou 2008.2, peço que tentem outra vez. E se Deus quiser só mais essa outra vez mesmo. É algo incomparável, que não se esquece, e que, sei lá, todo mundo deveria experimentar.

Valeu mesmo, bicho.

PSICOLOGIA 2008.1