domingo, 6 de janeiro de 2008

Passou. Passei.

As indagações típicas que atormentavam desde o 29 de dezembro, mais ou menos. Algumas pessoas só tinham isso como tema de conversa, e especializaram em tocar no assunto pelo menos 3 vezes num intervalo médio de 5 minutos. Sorrisos amarelos, muitos sorrisos amarelos. Claro que boa parte dos interlocutores não entendia a classificação de desagradável da pergunta e a faria em mesmo tom descontraído (ou terrorista!) no dia seguinte. Acho massa a compreensão de alguns.

A 6 dias, pá pum, acordo e: caraaaaaaaaaaaalho, é sexta! (Pensei 'feio' assim mesmo, algum problema?) Tava perto, pertíssimo, e pela primeira vez bateu um verdadeiro nervoso e caiu a ficha de verdade também. Tão ruim e tão estranho que isso é, a sensação de suspense e espera foi pior do que todo o ano torturante que se passou.

Véspera e rio de lágrimas. Por mim, não teria visto ninguém, não teria dado um único sorriso ou abraço em conhecidos. Nem nos amigos. Incrível como a necessidade suprema de solidão é concomitante a visitas inesperadas e várias pessoas lhe abordando em todo lugar que você for. Mais irônico que isso não existe.

Enquanto o choro começava a me cansar, adormeci.

Uma sexta-feira que amanheceu com mais sorrisos amarelos, que quase não se mostravam (dentes tímidos por causa de tanto suspense e medo). O choro virou escândalo, e mais uns tremores de desespero sabe. Coisa doentia mesmo. Feia. Novamente, não quero ninguém em casa! Novamente, visitas inesperadas, e até indesejáveis diante das circunstâncias. Esperasse a resposta positiva, pô! Sacanagem. Chorei mais. Aí já foi desespero (para todo mundo).

"Vamos dar uma volta?"
*Balançar de cabeça porque os soluços não davam brecha para a fala*
*15 minutos depois e "EI, VOCÊ PASSOU" com um sorriso.

Só sosseguei quando meu nome apareceu no rodapé da televisão.
Agora sim, farinha, tinta, camisa carimbada e um monte de "parabéns" ao pé do ouvido, ao telefone, aos gritos. Tanto abraço e tanto sorriso (que nada tinha de amarelo agora).

Felicidade. Prazer imenso. E a certeza de que tudo valeu a pena. É uma sensação única, uma felicidade extremamente peculiar, da qual só se experimenta essa vez na vida, e nunca mais.

Quem não entrou na turma 2008.1 ou 2008.2, peço que tentem outra vez. E se Deus quiser só mais essa outra vez mesmo. É algo incomparável, que não se esquece, e que, sei lá, todo mundo deveria experimentar.

Valeu mesmo, bicho.

PSICOLOGIA 2008.1

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