segunda-feira, 31 de março de 2008

De 26 de março ainda.

Foi quando saiu no Jornal Nacional que uma geleira gigante se desprendeu da Antártica e, em 15 anos, estará completamente derretida. Corresponde praticamente ao tamanho de Florianópolis.

E essa má notícia significa dizer que uma cidade inteira pode desaparecer. Uma cidade grande, como Floripa. Então, pelo amor de Deus, ou de qualquer outra coisa que vocês amem intensamente, economizem energia elétrica, não desperdicem combustível, comam menos carne vermelha, compre tudo que houver de "ecologicamente correto" por aí. Peço, sem brincadeira, de forma bem encarecida. Ou desesperada.

Não vamos esperar a geleira debutar. E ver gente morrer por não termos cuidado do planeta.

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Em Petrópolis, as ruas Joaquim Fabrício e Manoel Machado, nas suas imediações entre a Cláudio Machado e a... aquela do ITORN, são campeãs em escuridão e em pessoas andando mais rápido que os pés. Quem é a mais iluminada?! Seu Manel, com UM poste aceso. Quase uma árvore de Natal.

No mesmo bairro, e em alguns (muitos?) outros lugares da cidade, persistem as paradas sem a menor cobertura ou proteção. É, realmente, um exercício de paciência esperar pelo 45 pegando um bronze no couro cabeludo. Deve ser isso que multiplica minhas caspas, só pode. Bom mesmo é quando está chuvendo. A gente fica lá, aparentando calmaria e tomando banho. Ah, uma capa de chuva. :(

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Alguém, fora eu, sentiu um desespero intenso nos últimos dias por praticamente não ter visto o sol? Hoje ele apareceu, por volta das quatro da tarde, e eu fiz questão de sair de casa sem óculos escuros. Queria senti-lo.

Enquanto isso, a galera ignorante continua jogando lixo na rua e entupindo bueiros. Aí, os cruzamentos bloqueados, carros nadando, e a gente no melhor estilo "salve-se quem puder". Sei não viu. Será que não dá pra guardar a merda do papel do confeito dentro do bolso ou da bolsa? Tem que rebolar no meio da rua? Acho que há pessoas que têm um prazer em fazer isso. Um pensamento do tipo: eu preciso sujar a rua, eu preciso sujar, e eu preciso me desfazer disso, sai de mim!. Há sim.

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Eu tô mei rin de articular idéias hoje.
Alguém diga: sempre, minha filha, sempre.
:)

(Fiz a primeira prova da faculdade. Hoho.)

domingo, 23 de março de 2008

A carne é fraca.

Chama-se o documentário de vegetarianos que já circula por aí há algum tempo. O professor de Teoria do Conhecimento, sobre o qual se especula alimentar-se de luz (mas que deixou bem claro que apenas parou de comer carne aos 14 anos - e já se aproxima dos 60, aposto), após uma aula de Descartes, põe o tal documentário pra turma.

Realmente choca, dá uma enorme pena, uma vontade de nunca mais colocar um pedaço de carne branca, vermelha ou cor de rosa na boca. Nunca mais mesmo. Os mais sensíveis não se sentem bem em ver aquilo: pintinhos "rebolados" prum lado e pro outro, durante a seleção, como bolinhas de pingue-pongue; bois e porcos temendo o abate, querendo dar marcha-ré naquele caminho estreito que eles já prevêem em que vai terminar; filhotes aprisionados e sem poder se movimentar para que assim, sem perda calórica, sua carne vire a macia baby beef.

Enquanto isso, vegetarianos, vegans e afins, apelando (não leve esse verbo para o sentido pejorativo) para que as pessoas abandonem seu hábito de comer cadáveres. Ops, carne.

O documentário termina e eu saio de lá decidida a não parar nunca mais de comer carne. É, sim. Porque eu sei que existe um tal de ecossistema e de cadeia alimentar. Do mesmo modo que, cruelmente, matamos animais para comer, muitos animais também o fazem. E quem eles matam, também sofre, também sente dor, também quer fugir. Mas o "assassino" está acima na hierarquia alimentícia, e está apenas seguindo sua natureza ao fazer isso.

O homem não escolheu ser o ser mais desenvolvido, em termos intelectuais principalmente. Simplesmente aconteceu. Evoluímos e aqui chegamos. Aqui, no topo da cadeia alimentar. Se estamos acima, nos alimentamos de quem está abaixo de nós, exatamente como ocorre em todos os âmbitos da natureza. Exatamente igual.

O que deve ser feito não é necessariamente parar de comer certa coisa ou apenas comer outra certa coisa. Do mesmo modo que todos os animais lutam por si, por sua espécie e sua vida, para sobreviverem, e, ao fazer isso, se alimentam do que têm de se alimentar, fogem de quem tem de fugir, isto é, protegem a si mesmos, de uma forma, digamos, egoísta, devemos fazer o mesmo. Devemos lutar por nossa sobrevivência, única e exclusivamente. E, no caso do homem, fazer isso é um pouco mais complexo. (Ou não.) Fazer isso resume-se a cuidar do meio-ambiente, pois é a única forma de perpetuarmos a nossa espécie. Em relação a carne, ao meu ver, o melhor a se fazer é comer menos carne vermelha, mais carne branca e mais ainda soja e vegetais em geral.

Isso porque a demanda por carne vermelha exige enormes pastos, que ultimamente estão ocupando o lugar de antigas florestas, e porque os bovinos, sabe-se, ao arrotar e "flatular", emitem metano, gás vinte vezes mais poluente que o carbônico. A demanda por carne branca exige menores espaços, e essa carne faz um bem maior à nossa saúde. E, eu sei, a demanda por soja também destrói florestas, faz-se por monocultura latifundiária, acaba com nossos solos. É o mesmo problema da carne vermelha, mas não há emissão de metano. Muito pelo contrário, se são vegetais, há absorção do gás estufa cê ó dois enquanto elas não forem arrancadas para se transformar em bife, almôndega, leite, manteiga.

Sei que o capitalismo olho-grande vai continuar investindo em carne vermelha, vitela, hambúrgueres e fast-foods ainda por muito tempo. Mas, não é de todo difícil essa gradação de tipos de carne que se deve comer. Eu faço, consigo, e tenho as taxas todas no lugar. Livra-me de um pesinho na consciência. Me dá a certeza de que estou cuidando do meio-ambiente. E de nós.

Talvez, assim, encontremos o ponto de equilíbrio, o desenvolvimento sustentável, e fiquemos em par com todos os outros seres vivos: cuido de mim, tu de ti. E fim de papo.