domingo, 13 de abril de 2008

O papel de cada um.

Quem é, então, o vilão e o mocinho? Há mais de um vilão, mais de um mocinho?! Depende do ponto de vista. Depende de onde se fala, de quem se fala, do que foi ouvido falar. As informações erradas perambulam e as corretas são distorcidas ao máximo. Vamos lá decidir os papéis dos personagens dessa história sem pé nem cabeça.

Quem começou foi quem tem poder. Quem tem coragem também. Que, à frente de todo mundo, fala, se pronuncia, propõe e diz o que acha sem dificuldades. E sem justificar, claro. Quem mais também tiver coragem, que diga, que fale o que pensa, e que decida, praticamente sozinho, o futuro da humanidade. É, o grupo pequeno é a humanidade inteira. Tanta história mal contada assim, só pode se tratar de um bando de pessoas. Só pode.

Decidam-se! Não o destino dos demais. Isso, o grupo corajoso já fez por si só. Decidamos quem é quem nesse drama, nesse início de desastres (uma sucessão deles já se seguiu, e vem mais por aí). Eu não tenho coragem, mas tenho opinião. E você? Igual? Ah, então senta aqui e vamos debater. Pra nada. É, pra nada, só pra haver mais discussão, mais lendas urbanas e conversas aleatórias. Puxemos um assunto com isso, que tal? Acho uma ótima. Mas não levo adiante, não tenho coragem. O que vão pensar, o que vão dizer, já que é isso o que mais se faz nesse lugar? Desespero total. Depois do susto, a fase da raiva, e, por fim, a conformação. Uh, quase uma morte. Parecido com isso.

Ergam os braços da próxima vez! Ergam de verdade! Gritem o que vocês pensam (e percam possíveis amizades ou não). Eu sou hipócrita e mando vocês fazerem isso, mesmo tendo certeza plena de que me calarei por puro medo. Medo de receber o papel errado, claro. Porque, até agora ninguém percebeu, ninguém destinou os devidos papéis, mas o grande vilão da história já se pronunciou faz tempo: é o velho e conhecido disse-me-disse.

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