domingo, 28 de dezembro de 2008

Muito bonito.

Cada música, um show. O show, uma grande apresentação. Entraram, como de costume, sem estardalhaço, sem acende-e-apaga de luzes, nada de triunfal. Um a um, pondo em ordem os instrumentos e, de repente, já é.
Eles estão felizes em estar ali. Todos estão. E olha que são muitos, hein? Cantam todos, inclusive os desprovidos de microfone. Dançam também. Há coreografias lindas! Aquela coisa pré-ensaiada, que aparentemente foi apenas combinada mas que só começaram a fazer em cima de um palco mesmo. Um coral perfeito. Sem erros. Não vi falta de sincronia, tudo muito igual, sabe? Um canta, outros dois fazem aquela segunda voz especial. Três juntos fazem os "metais" nos próprios microfones (pá pá páááá, pá pá pá pá; pá pá páááá; parárá!). Piadas, muita alegria.
O fato de não ter sido o único show de ontem na cidade melhorou as coisas. Só estava lá quem gostaria de estar, aliás, quem faz questão de lá estar quando eles vêem. Claro que havia algumas franjas sendo desesperadamente arrumadas a cada 5 minutos, e algumas camisas pólos listradas desfilando dentro de ombros enormes que empurram todos os seres considerados inferiores pelos donos das listras e dos ombros - 99% do mundo. Mas eram minoria. O público, quase em completo, era dos bons. Todos dançavam do jeito que queriam, livre, sem nenhuma regra coreografal(?) e com muito respeito. A energia positiva pairava ali.
E o que é mais interessante: não há músicas novas, nem músicas próprias (só algumas vocalizações que todo mundo canta junto); só existe o antigo, o tradicional, o muito conhecido e manjado. Então o coral é absoluto, as lembranças por parte dos mais velhos provocam uma aura de nostalgia; e os mais novos cantam com o vigor de quem viveu aquela época.
Vamos de carnaval, de frevo, Tim Maia, Paralamas. O que houver, toca aí. O importante é a diversão.
Até 7 de março, Monobloco. Perfeito.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008