quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Cada um na sua

Somos diferentes mas somos um só, meu bem. E a mim nem interessa se o que está nos teus pés vale quatrocentos ou 29 reais. Pouco me importa os defeitinhos, aquela "boça" de homem bonito - em tu eu até gosto, as conversas repetitivas, a falta de memória, aliás (a culpada da repetição, eu entendo). Eu entendo tudo. Eu entendo bem. Mais que isso! Compreendo-te. E te abraço com todo esse meu entender e compreender.

Eu me acho, né? Eu sei. Eu acho que eu entendo tudo, puf. Que sou a compreensiva da história. A flexível do momento. Top de linha em paciência, espécie em extinção para o romantismo. Sou e não sou nada disso. Eu detesto entender algumas coisas. Pior ainda, compreender algumas coisas (essas mesmas aí). Não recebo bem as críticas. Quero me revoltar. Quero ser diferente, sei lá por quê. Eu já sou, sei que sim! Me tremo de impaciência, às vezes. E, ah, não sou fria, mas também não sou carente de amores.

Você pode grudar em mim, se quiser. Não acredito que estou dizendo isso! Não me reconheço. Mas, sim, você pode. Outra pessoa, nunca. Mudei com você. A personalidade é a mesma; certas coisas, não mudo. Vou continuar dando chilique a cada "não ligo para o meio-ambiente" dos outros; vou continuar não consumindo muita carne vermelha e dizendo não aos refrigerantes. Não sei até quando, mas vou. Meus amigos serão os que eu quiser que sejam. Será tudo assim. Algumas coisas, permanentes. Outras mudando, tudo bem?

Olha, hoje em dia já adoro comédias românticas! Até penso num salto alto de vez em quando. Relaxo mais nas frituras e nos doces. Prendo um palavrão. Solto um pum. Ops.

E cá estamos nós. Eu cedi. Tu cedeu. Andamos um bocado, hein? Daqui não saio mais. Tu também não. Mas continuo sendo eu, mesmo um pouco diferente, e tal sentença também vale para ti. Foi bom pra você? Continuará a ser. Somos diferentes, mas somos um só. (E cabe por aqui a ambigüidade...).


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Ei! Eu gosto do trema! Não quero que ele se vá!

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