sexta-feira, 10 de julho de 2009

Faz de conta que ainda estou aqui. Faz de conta que vim, passei, e não fui. Faz de conta que fiquei. Deixe os quatro últimos dedos daquele vinho na mesa do centro. Os meus biscoitos integrais preferidos na despensa e, por favor, um monte de pizzas congeladas. Deixe a escova de dentes todo dia molhada, e o tubo de pasta apertado em vários pontos. Deixe a escova de cabelos com alguns fios secos, e o pente de madeira do lado do creme de hidratar. A cama fica mesmo por fazer, os livros de mais uso em cima da mesa, e as literaturas por ler deixe "em fila" na estante. Pelo menos duas bolsas penduradas na minha cadeira, como se eu as tivesse usado ontem; o restante, guardadas no lugar em que está. Deixe a desordem de sempre, a fraqueza demonstrada e a impessoalidade que for necessária pairar. Faça de conta que ainda estou aqui.

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