domingo, 16 de agosto de 2009

Ai, ai.

Muita gente diz, né: a internet veio pra facilitar nossas vidas, aproximar pessoas, reduzir distâncias, enfim. Que facilita, facilita. Acelera bastante também. Mas essa história de aproximar pessoas só vale pra quem mora em cidades ou países diferentes. Quando você e mais meia dúzia de amigos moram na mesma cidade, e todos usam o orkut, a chances de a internet distanciar vocês é muito maior.
Não se usa mais telefone para conversar. A gente manda depoimento, joga um recado dizendo que a pessoa sumiu, que nunca mais se viram... Também é pela internet que se convida amigos pra sair, pra ir pro seu aniversário, pra comparecer à festa surpresa do Fulano que tu nem sabia que ia passar 12 meses fora do país! E as chances de você só receber o convite dias depois do ocorrido são, tipo, enormes. A gente acompanha a vida dos outros olhando as fotos, e não participando dela. A gente recebe os cumprimentos pelo nosso aniversário e o Natal também pela tela, nunca mais por cartão. Até quando um parente seu morrer, a mensagem de luto chega por ali. Nem mesmo um abraço...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tanto assim.

Saí da aula de clínica psicológica querendo trancar o curso. Voltei para a de metodologia amando psicologia de novo. Hoje foi a vez do Jornalismo. Mas ontem eu queria mesmo era ser médica.
Cortei o cabelo e não ficou bom. Corto mais ou trato mais? Vou abandonar a escova progressiva e assumir os meus cachos que nunca foram bem cachos - e as pessoas educadas só queriam me agradar. Ou continuo escrava dessa química mesmo. Foi depois dela que veio o namorado; que chegou, viu, gostou e se apaixonou. Tá até hoje. Não que ele vá embora junto com ela. Mas, você me entende né.
Não sei se é melhor ser professora e pesquisar. Não sei se é melhor arriscar os meus putos em uma clínica supermegabigauber nova e revolucionária. Acho melhor pegar um bronze na sexta, mas eu talvez tenha que adiantar uns compromissos - aqueles que me rendem poucas centenas de putos no fim do mês.
Eu fico aqui por mais 40 minutos esperando meu pai ou vou embora? Depois do fim dessa música eu vou. Eu vou. Eu vou... bem devagar... o elevador tá no 11! Chega, pai! Não, não veio. Pois eu que fui.
Como a droga do doce sem vontade de comer doce? Me entupo de feijão porque, afinal de contas, estou malhando feito homem com vigorexia? Mas não cabe mais, puta que pariu. Cabe o doce; o doce cabe.
Eu estudo ou trabalho nesses minutos? Arrumo só o meu quarto ou o dos outros também? Gasto todo o meu dinheiro da poupança? Metade dele? Porra nenhuma? Paro de falar palavrão?

Eu vi que era tempo de mudança. Comecei pelo cabelo. E o restante das coisas eu não sei... Ou sei e não assumo que sei. Porque eu acho que tô meio em dúvida, sabe?