terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Comédia em pé.

Eu gosto mesmo é de falar dos outros.

Sexta-feira fomos eu e meu namorado, e mais centenas de pessoas ao Centro de Convenções assistir Oscar Filho fazendo comédia dele mesmo, de nós, do Brasil, do comportamento feminino e de exames ginecológicos.
Eu juro que não esperava tanto. Pra falar a verdade, eu não esperava nada. Ele não é meu preferido e o humor dele parece meio... simples, não é não? E o fato de ele ser bonito o torna menos engraçado. Desculpa, mas isso funciona pra mim. Não é à toa que o Anderson é o meu preferido dos Barbixas e de todo mundo que participa do Improvável.*

Foi curto, quente, desconfortável e atrasado, mas valeu a pena. Nessas horas a gente vê que pra ser engraçado... basta ser engraçado. Acho que ninguém riu até chorar, saiu com dores abdominais que valem por uma manhã na academia, muito menos derramou um pouco de xixi nas próprias roupas, mas foi bom, muito bom.

Eu vi que a beleza do humor está, antes de tudo, em ser inteligente e detalhista. Você precisa ver o que ninguém vê; e precisa ser crítico em cima disso. Se você for um cronista rabugento (complexo de Édipo se manifestando!), você repara e faz os outros pensarem sobre o absurdo do fato, sobre a inescrupulosidade fugindo aos nossos olhos!, oh não!. Se você for um cara gente boa, engraçado e inteligente (o que não impede que o tipo anterior seja isso também, calma), você vai subir num palco e fazer as pessoas rirem de si mesmas, e ainda saírem de lá satisfeitas. Aliás, minto. Vai fazer saírem de lá querendo um pouco mais dessa besteira toda que faz bastante sentido...

Eu nunca tinha reparado o espanto do nome do exame "ultrassonografia transvaginal", muito menos que parecia frase dita pelo Corcunda de Notre Dame. Nunca tinha reparado no absurdo íntimo de emprestar sutiã e/ou de pegar sutiãs emprestados das amigas. Muito menos de se trancar no banheiro pra ver o implante de silicone da outra. Também não tinha me perguntado o por quê de dar um tiro pro alto ao invés de dizer "JÁ" na corrida de atletismo. Nem que ator chinês demora uma vida inteira pra conseguir morrer em qualquer filme que seja. Interpretações oscarfilhianas à parte, pensar nisso já começa a ser engraçado pra mim.

Pode fazer pouco caso, mas foi foda. Principalmente porque serviu pra muita gente ver que rir de si mesmo é melhor que parar para rir dos outros...







(*) Como ponho o link no nome da pessoa? Esqueci!