quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de cinzas abençoada.

Foi só chegar e sentir o mormaço, o calor, a quentura, os 44ºC que nem cerveja gelada e banho de bica dessem jeito. Foi só chover, receber de presente maizena, farinha de trigo, e até graxa no alvo do decote. E ainda se virar com a roupa e os chinelos que fediam cada dia mais.
Foi só o elevador quebrar e ser preciso subir 7 andares à pé. Um rapel teria sido mais fácil aí então. Foi só mesmo faltar água, todos os dias, várias vezes por dia, para permanecermos no calor insuportável com nossos pijamas e lençóis úmidos por causa do clima seridoense enquanto rezávamos por água, limpa e gelada, descendo chuveiro abaixo. Foi só beber demais e ser bom. Beber demais e não ser tão bom. Beber de menos e ser pior ainda. Passar 6 dias à base de xis tudo e filé à parmegiana, porque só havia mesmo essas duas opções.

Depois de um Carnaval em Caicó, você volta para casa dando mais valor às coisas simples. Beber água, tomar banho, fazer pelo menos três refeições por dia e dormir em um quarto com menos de 6 pessoas e que contenha, além de uma cama, um chão limpo e um cheiro bom. Até os eletrodomésticos e os móveis da casa ganham uma cor diferente, um apreço especial. E as necessidades fisiológicas fluem com maior facilidade. O silêncio, então, é a melhor parte. E a ausência do "Rebolation" e do "E não importa o que vão dizer, eu quero só você", nem se fala.

Mas, olha, foi bom. Valeu a pena.

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