quinta-feira, 18 de março de 2010

Argh

Não, não, não. Mentira que eu vou me levantar agora pra assistir a porra da aula de Psicofarmacologia na porra daquele CB dentro da porra da universidade às 09 horas da manhã. E ainda preciso me levantar às 06h pra conseguir levantar pelo menos dois quilos de peso ali na academia, voltar pra casa e seguir pra essa aula infeliz. Eu sei que não vai servir de nada. Eu sei que eu não vou entender nada mais uma vez. Eu sei que depois do "bom dia" tudo será névoa na minha frente, e será mais uma manhã em vão.

Parti com dor de cabeça, sentindo ódio nas entranhas por saber que não vou poder voltar em casa tomar banho e almoçar entre as aulas da manhã e as aulas da tarde, e que, consequentemente, vou ter que me anular um dia inteiro dentro daquela universidade de clima agradável, de pessoas bonitas e de ausência felina.

Nenhuma surpresa. Aula infeliz. Pessoas infelizes. Professores infelizes. Eu infeliz porque à medida que o tempo passava, o meu conhecimento ia de 0 a -2 e a dor de cabeça só piorava. Mais e mais. Tive que rumar para um almoço sozinha com a vida, onde duas pessoas desconhecidas pedem para sentar-se comigo (normal, em se tratando do enorme restaurante do Centro de Convivência), e onde eu passo mais tempo mastigando o suco do que o feijão por causa das dezoito colheradas de açúcar que o pessoal da cozinha colocou no meu copo.

Aula de uma da tarde. Serão quatro aulas seguidas só com apresentação de seminários. Então você caminha para a sala sabendo que a tarde será bem em vão e que o máximo de atividade intelectual que você conseguirá ter será se conversar com o colega do lado sobre... Enfim, você não terá atividade intelectual nenhuma durante a apresentação de dez seminários que tratem de infância e adolescência. Esqueça.

Isso tudo pra depois vir mais duas aulas de estatística onde, claro, será pior que a situação psicofarmacológica da manhã. Onde, claro, eu também só entendo o "boa tarde" e nada mais que a professora diga. Ai, saudade da trigonometria...

Fui salva por uma carona que precisou sair aos quinze minutos da aula, pra quando eu estar em cima da minha casa descobrir que estava sem a chave! Claro que, para um dia como esses, não tinha ninguém em casa fora Hanna, minha cocker spaniel da terceira idade. Ainda consegui um café e uma fatia de bolo enquanto a dona das chaves não chegava em casa para me salvar do dia meio-terrível. E aí chegar em casa e descobrir a internet sem funcionar, enfiar o cabo de rede em um buraco um pouco maior do que ele, chorar ao telefone com a telefonista do suporte tentando me instruir em alguma coisa, cortar o polegar, conseguir tirar o cabo de volta, pra depois descobrir que a internet voltou "sozinha". E então, com cinco minutos em frente ao computador, e já de banho tomado e vestindo meu pijama da noite (porque eu tenho outros para o dia, sabe? Uso um de dia, outro de noite...), ponho a mão na cabeça assim e ME SAI UM PERCEVEJO ENTRE MEUS DEDOS.

Puta que pariu, que chegue logo a meia-noite.

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