quinta-feira, 11 de março de 2010

Coisas de UFRN.

A gente tá lá, alocado no bloco F do setor II. Do lado do famoso cajueiro, da famosa xerox, próximo ao famoso banheiro do estabelecimento.

A gente tava lá, né. Aula na F3, 40 pessoas para três ventiladores de teto, janelas basculantes, sala bem próxima do cajueiro, e bem próxima do banheiro (que vem depois da F5). Você vai caminhando pra sala de aula, e já na segunda porta do corredor, segura a lombra!, pode ser que você não alcance o final do bloco apenas com o cheiro e a visão esfumaçada que te apresenta.

Do nosso lado esquerdo, no início das duas últimas aulas da tarde, começaram três. Três rapazes, assim, daqueles do mundo-alternativo-sabe-lá-de-onde-e-se-existe, de boa jogando sua peteca. Depois já eram cinco. E aí oito. E aí uns dez. Sem cerimônias, alguns tatuados e sem camisas, calçando suas chinelas, e achando muito saudável e natural jogar uma petequinha no intervalo de quem dá uma bola, por que não. A favor, voto a favor.

O jogo emocionante, a aula de estatística acontecendo, as pessoas entrando para a fila da xerox, e parecia que não havia nada mais divertido. Daí que alguém rebola a peteca para cima da xerox. E AGORA? Acabou-se o mundo. Como nada mais natural que possa existir, um cara pegou uma carteira da sala de aula, outro cara foi pra cima da carteira, mais uns três caras agarraram as pernas da carteira, e aí o cara que tinha ido em cima da carteira subiu para o teto da xerox. Pegou a peteca. Jogou a peteca para baixo, a turma de psicologia aplaudiu. Depois, os três caras que agarravam a carteira, ergueram a carteira de novo, o cara que tinha jogado a peteca de volta pôs os pés em cima da carteira, os três caras desceram ele outra vez, no braço, a turma de psicologia que assistia aula sobre como manusear o SPSS aplaudiu de novo. E a peteca voltou pro ar outra vez.

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