sábado, 27 de março de 2010

Teus olhos meus.

Ao dormir fecho os olhos, e os olhos que vejo são os seus. Aquela claridade verde, azul, verde e azul dependendo do brilho do sol, a limpidez cotidiana, e a luz própria que emanava dos dois. A sensação de paz que tu me passava ao me olhar com eles, ao beijar minha mão e olhar nos meus olhos logo em seguida, ao sorrir e me chamar de boneca, com o mais sincero dos amores.

Sinto falta de deitar do seu lado e cochilar enquanto você cochilava. De te acordar depois, dar um sorriso, fazer uma careta e ver aqueles olhos rasos de lágrimas felizes dizendo "olá". E dizendo, meio sem querer e meio de propósito-com-vergonha-de-dizer que tinha sentido minha falta nas últimas vinte e quatro horas.

Não vou me esquecer deles nunca. Não vou me esquecer de tê-los visto numa quarta-feira à tarde, suplicando de saudades que não se sabia se seriam eternas então. Não vou me esquecer deles dizendo "não vá, não sei até quando esse verde do meu rosto vai existir assim". Do meu tchau sincero, do seu tchau saudoso de "até amanhã", da esperança e da certeza boas. E no outro dia você se foi...

Saudades, vô.

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