quinta-feira, 13 de maio de 2010

Do guarda-chuva sim.

Morro de medo de guarda-chuvas. Guarda-chuva, sombrinhas e afins. Não que eu inicie um ataque de pânico ao ver qualquer coisa parecida pelo meio da rua (guarda-sol de carrinho de sorvete, chapéu de mexicano, entre outros), mas não gosto de ter um em minhas mãos, muito menos de precisar usá-lo.

Todo ano é a mesma coisa. Chega maio, mês de dilúvios, início do nosso típico e rigoroso inverno, e lá vem minha mãe com um guarda-chuva novo pra mim. Isso porque eu já perdi o anterior no "inverno" passado, e o anterior ao anterior eu tinha perdido no inverno retrasado... Meu inconsciente é poderosíssimo, sempre soube. E com toda essa força do esconderijo mais secreto da minha mente, eu esqueço o danado do guarda-chuva todos os dias antes de sair de casa. Pode estar o toró que for. E aí ouço quinze minutos de sermão, depois levo um banho de chuva nada providencial, e fim, estou tranquila.

Eu sempre acho que aquela porra vai explodir na minha mão! Que em algum momento eu vou apertar aquele botão sem querer e o guarda-chuva vai abrir de repente, no meio de todas as pessoas, dentro do ônibus, do carro, cegar meus dois olhos ao mesmo tempo com aquelas partes pontiagudas das extremidades, assustando todo mundo e fazendo as pessoas gritarem e acharem que eu sou louca, muito louca.

Sempre acho também que na hora de fechá-lo, nunca conseguirei. Confio toda vez que será um martírio fazer isso, e quase sempre o é. Fico tensa só enquanto começo a pensar que vou ter de fechar o guarda-chuva de volta daqui a pouco... Minhas mãos suam, e isso piora tudo! Elas escorregam por aquele cabo de ferro, não conseguem apertar aquela "alavanca assassina" da forma que deveriam, e aí, meu deus, será a morte, vou imprensar meus cinco dedos dentro desse negócio preto que arrodeia o cabo de ferro, vou perder o movimento da minha mão direita, logo a direita!, e com isso vou assustar todo mundo e fazer as pessoas acharem que além de incompetente sou louca, muito louca. Pois é. Aconteceu isso quando eu tinha quatro anos e praticamente perdi a minha mão ao fechar aquele meu guarda-chuva dos três porquinhos.

Prefiro a chuva a usar minha própria sombrinha, tendo que abri-la e fechá-la. Jogo um casaco por cima da cabeça, pratico um cooper imediato... Mas evito esse objeto na minha mão e ao mesmo tempo sobre a minha cabeça. Então, quando chover, me dá uma carona debaixo do seu guarda-chuva?

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