terça-feira, 11 de maio de 2010

Quem, eu?

Sou um pouco esquisita. Os fenomenologistas chamariam isso de autenticidade. Mas sou. Não gosto de carne vermelha. Não tomo refrigerantes. Tenho medo de guarda-chuvas. Não estudo nem durmo com a porta do guarda-roupa aberta (jamais!). Sinto uma vontade dramática de organizar objetos. Rio sozinha. Falo sozinha. Penso escrevendo. Não gosto de pipoca. Não gosto de sorvetes.
Gosto das pessoas. Mas só das boas pessoas. E por isso sou intolerante. Mas só um pouco, juro. Tenho medo da solidão. Tenho (muito) medo de gatos. Não gosto de gente efusiva, nem de quem fala demais. Não tenho um botão stand by (não procure!). Sou de poucos amigos. Tropeço nos meus próprios pés. Sou contra a covardia. A favor da sinceridade. Escrevo por escrever. Escrevo para dizer algo a alguém. Leio sem sede. Mas só falo se tiver vontade. Observo. E, sim, classifico. Infelizmente, ponho rótulos. Mas só em quem aparentemente já vestiu uma embalagem sobre si mesmo. Adoro abraços. Já fui eclética. Preciso estudar a mesma coisa várias vezes para conseguir aprender. Sinto saudades de quem está perto. Sou carente. Sou presente, e falo com o olhar. Minha risada é alta. Meus espirros também. Aprendi que a melhor qualidade que alguém pode ter é ser leal. E voto no sorriso.

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