sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E vamos em frente.

E lá estava eu. No meio de dezenas deles. Muitas dezenas, talvez até uma centena da categoria. Aquela galera contando a história do seu 2010. Do 2010 acadêmico, que vai se repetir em 2011 para nós. A maravilhosa ida-a-campo, os desafios encontrados, as dificuldades impostas, o lugar-social-e-o-imaginário-popular dessa profissão, a angústia generalizada, a vasta aprendizagem. Foi uma experiência muito rica. Foi um trabalho muito rico. Foi um projeto muito enriquecedor, sabe. Disse, para ser diferente.

Olha, gente, olha como foi legal. Quanta coisa a gente fez. Tudo que a gente aprendeu na teoria, quando a gente viu, uau!, a gente pôs em prática! Mas, claro, com ressalvas né. Um milhão delas. Quase todas possíveis, na verdade. Porque na prática, a teoria é outra. Na prática, e teoria não existe, pra falar sério.

E quantas dúvidas, e quantos sonhos. E quantas pessoas querendo entender melhor o que tinha acontecido, pois a sua hora estava chegando - ela vem dentro de poucos meses. A minha também, vejam só. (Grande bosta.)

Vamos planejar melhor. Vamos ver o que podemos fazer diferente. Vamos proporcionar um experiência "muito rica", para ser tudo "muito rico" e, também, para não soar repetitivo, "enriquecedor". Tá todo mundo empolgado por aqui. Todos com borboletas no estômago. Prestes a se formar - porque, afinal de contas, dois anos passam assim! Que maravilha.

Os olhos da platéia brilhavam, as sinapses em suas cabeças enfureciam com tanta informação, planos e sensações prévias de felicidade, e as discussões vinham acaloradas, acompanhadas de sorrisos. Eu abri um livro qualquer. Imaginei um futuro díspare, e completamente distante de tudo que se assemelhe à Psicologia. Esperei o coffe break e fui embora.

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