quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mês dois.

Eu gosto de fevereiro. Ele tem uma aura diferente, uma energia maior, um clima de recomeço... Vocês não acham, não? As pessoas voltaram a trabalhar, as aulas recomeçaram, os bares estão vazios nas terças, quartas, e semi-cheios nas quintas-feiras. Tem mais gente caminhando na rua, correndo na Afonso Pena por volta das sete da noite. Há mais conversas nos cafés. Não muitos paletós e gravatas, porque, afinal, é Natal, mas há mais camisas de botão e sapatos sociais andando por aí, no lugar das bermudas e chinelos do mês passado.

A cidade está respirando de novo. O trânsito aumentou, que delícia, mas pelo menos há mais movimento numa segunda à noite, por exemplo. Pra mim, há uma energia própria desse mês circulando, sim. O ano começou. Quem se garante, não espera o Carnaval, e na primeira semana de fevereiro já ligou suas baterias. Quem começou antes, me desculpe, não se garante, porque se fez isso nem brasileiro é.

Meu estômago manifestou uma vontade de dar largada a 2011, então. Perguntou pelas aulas à uma da tarde, pelos intervalos de 15 minutos que sempre duravam 30 por causa do cansaço que já se pronunciava, pelo café matutino, vespertino, noturno, e pela jarra de café da madrugada. Cadê os pacientes, os questionários, as xerox empilhadas que nunca serão lidas nem em sua metade? Os quatro horários seguidos de uma aula interminável, os dois últimos horários da tarde ainda mais intermináveis e cansativos. O relatório pro mês que vem, o estudo de caso inventado pra depois de amanhã. E a prova em dupla e com consulta que, absolutamente, não será fácil. Bateu a fome. Bateu a vontade.

É fevereiro. Eu tô querendo tudo isso e muito mais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ei.

Pare de pensar. E vá viver. Pare de refletir sobre tanta coisa. De imaginar como seria se tivesse sido, como seria se não tivesse sido, ou como não seria se tivesse sido. Pare de achar que é tudo tão determinante assim. Que a causa e a consequência estão aí como grandes irmãs. Elas nem existem na vida real!, esqueceram de te contar. E de contar a mim também. Eu que só percebi ante-ontem.

Deixe de devaneios. Sempre. Deixe de "e se", e de danar a palma da mão na testa pra demonstrar e mostrar a si mesmo algum arrependimento. Deixe de lado as decisões demoradas, que são justamente aquelas que começam com essa expressão de condição. Esqueça.

Esqueça a idéia. Esqueça os porquês, os poréns e os talvez. Esqueça de pensar as palavras. Fale-as. Viva-as. E tu tens só o dia de hoje para tanto.

(...)