quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não era verdade

E eu que achava que havia endurecido e amadurecido, para ser mais sutil. Que as lágrimas já não me desciam porque não é mais do meu feitio, essa história de sentir uma melancolia que tanto arde. Eu que tinha um texto pronto, na cabeça, no papel, na ponta do lápis e da língua, estava eu pronta para dizer a todo mundo o quanto tinha "melhorado", que, segundo eu mesma, significa esse endurecimento por dentro de si; essa superação (que hoje vejo ser apenas um esquecimento fingido, fingidíssimo); esses dias que ficaram para trás; essa dor que não mais existe.

"Mentira!", disse Chico depois da decepção do amor perdido. Tão iludido e investido da parte dele. "Mentiras", digo eu.

E lá se vai o coração amolecendo e as lágrimas não sutis outra vez. Que amadureci que nada. Mentira!

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