terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tudo por um biquíni de lacinho.

A gente tem ido lá todo dia. Mentira, a gente tem tido vontade de estar indo (eita) todo dia. Caminhar na Alexandrino. Agora tem luz, tem decoração de Natal, tem faixa preferencial, e, o principal, pessoas, para não se correr o risco de nossa mãe dizer "minha filha, não vá, lá é muito esquisito!". Que é o que se ouve quando você vai descendo as escadas do prédio pra correr nas ruas perto da sua casa, onde é escuro, feio, esquisito, deserto, e aquele tipo de motorista nunca liga a sinaleira quando você está correndo-no-lugar esperando a boa vontade dele em virar ou não no cruzamento.

É bom mesmo, viu, o negócio. Essa história de caminhar queima umas calorias, evita celulite e tudo mais. E, claro, por isso, eu vejo por lá bem mais mulheres do que homens. Bem mais mulheres jovens do que velhas. Bem mais mulheres jovenzinhas do que de qualquer outra idade. Foi a loucura do Natal e do Ano Novo. Lembro até agora as duas ceias que fiz naquela noite (uma na casa da minha avó, outra na casa de Marina), os seis tipos de sobremesa que comi dia 24 de dezembro, e as três longuinetes do Reveillón. Pronto. Minha consciência já pesou e não vejo-a-hora de chegar logo amanhã de noite para eu correr de novo!

E hoje, enquanto a gente caminha, eu, Luana e Malu, uma voz feminina, de dentro da cigarreira (já devia ter terminado de caminhar e sentou-se no batente para criar coragem de ir para casa - vai que ela mora a dois quarteirões dali e vai e volta caminhando também!): "ah, minha filha, tudo por um biquíni de lacinho!".

Mas, claaaro! Nunca tinha parado para pensar. Para mim, meu maior avanço feminino de vida foi poder trocar o maiô pelo biquíni. Já tá bom, num tá não? E trocar aquela parte de baixo que parecia um short (depois de ter coragem de despir o short!) por uma que parecesse realmente um biquíni. Já me sentia uma vencedora por fazer tudo isso independente daquela aglomeração que muita mulher tem e incomoda pra cacete: a pochete. Mas, não, nunca tinha parado para pensar que eu nunca tive coragem de comprar um biquíni de lacinho. Aí, sim, é certificado sobre sua capacidade em emagrecer, manter-se magra (pelo menos durante o mês de janeiro), e se orgulhar de pendurar no varal da casa de praia seu biquíni de lacinhos.

Me desanimei. Eu estava indo caminhar só para a pochete não ficar realmente aquela coisa desagradável de se ver (e de se sentir sobre a calça jeans). Era um cooper básico, amador. Já fui mais (bem mais!) viciada em academia, dieta, comer folhas e sementes, e coisa e tal, e até toparia esse desafio há anos atrás (ah, os meus 18 anos!). Mas, hoje, não dá. Já passei. E passo. Biquíni de lacinho é demais para mim. Esse objetivo deixo para você, colega. E boa sorte! (Parece que as estampas de flores estão com tudo. Mas, veja lá, o biquíni é seu. Você decide, amiga.)

Um comentário:

Anônimo disse...

Vai correndo porque eu to chegando e tem almoço...
:* Flor!