quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ai, que abuso!

Tem dias em que a gente se sente particularmente abusado. Aliás, particularmente não, porque, como diria o pai de um amigo do meu irmão (!), quando é que você não é particularmente você? E particularmente abusado não é a melhor das definições. Mas especialmente abusado.

Você acorda e o mundo não te odeia mais, mas você odeia ele. E, se o mundo parou de te odiar, de repente todas as pessoas querem te ver. E você não quer ver ninguém. Nada contra as pessoas. Quer dizer, você até que tem coisas contra algumas pessoas do mundo, mas até aquelas contra as quais não rola muito da sua oposição, você odeia. Momentaneamente.

Você tem abuso de aparecer visitas na sua casa. E de as visitas, por algum motivo que eu nunca entendi, se intrometerem pelo corredor dos quartos e usarem o banheiro do corredor. E não o lavabo. Seu abuso está transbordando mas, por algum motivo, ninguém percebe, e começa a te perguntar sobre a viagem, o concurso, a faculdade. Nessa hora, a única coisa que você quer é não ver ninguém. Passar o dia em frente a uma parede branca parece ser a melhor das opções.

Você tem abuso de te chamarem para o bar, aquele-onde-todo-mundo-vai, porque lá você vai encontrar todo-mundo, e, dentre esse todo-mundo, vai precisar abraçar e sorrir para alguns ou muitos.

Então te chamam para ir ao cinema mas você não quer. Porque gastar dez reais e receber um chiclete Chiclets de troco não é bem o seu esporte, e, nesse dia então, você não tá no espírito.

O celular toca e... Desligue tudo. Hoje você não merece existir.

Um comentário:

-sOliNo- disse...

garota-enxaqueca.