sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Eu ainda lembro

Estava pensando em (te?) escrever esses dias. Sim, assim, por aqui mesmo, sem saber se o destinatário de interesse leria, mas para deixar a sensação que eu deixei dito. Em algum lugar.

É que de repente comecei a lembrar demais, a pensar demais, e até a sonhar - essa noite. Era simples e idêntico a realidade. E se eu tivesse analista, ele nem interpretaria, porque foi deveras óbvio. Meu inconsciente não se intimida diante certas coisas, e revela tudo mesmo.

Esses últimos dias também pensei que não existe saudade sem tristeza. Que, sim, sinto uma saudade boa, mas disso não se pode desvencilhar tristeza alguma. Se eu lembro, sinto falta, sinto os sentimentos de então (!), claro, um abatimento vem. Às vezes uma lágrima também. Mas sem mágoa. Eu juro! Quer dizer, eu acho.

E como eu tinha frio na barriga! E como eu sinto frio, calafrio, borboletas e mariposas dentro da minha barriga agora, ao escrever. Há alguma ansiedade, esquisitice, nostalgia, raiva?, e nessa lambança de sentimentos eu preciso dizer. Preciso gritar. E o máximo que posso é deixar escrito, tu sabes.

E hoje, com o tamanho susto que levei (eu sabia que os pensamentos e o sonho não tinham vindo "do nada", alguma coisa estava por acontecer), precisei deixar a verborragia aflorar. Diz a psicanálise, né, que precisamos falar, falar, falar sobre "o" algo! Não, sem sermos hipnotizados, não há necessidade disso, já te falei. E, assim, falando, ou tentando fazê-lo, digo a ti, que simplesmente te aconteças o que for melhor pra ti! Não digo "tomara que dê certo", "tomara que seja isso que vai te aumentar a felicidade". Não. Fico numa espécie de "seja o que Deus quiser", sem o Deus, porque, pelo que me lembro, o "ide em paz" ainda é sua parte preferida da missa. Que teu destino seja o melhor possível, seja ele qual for, na seqüência que for: talvez bom agora, difícil lá na frente, ou o contrário (melhor, né?). Que tu consiga amar, sentir, viver verdadeiramente. Que dê mais passos certos que incertos, tomando cuidado de não tropeçar, pisar, atropelar outrem (isso às vezes acontece sem que a gente queira ou perceba, veja bem).

Não sei dizer como me sinto. Mas sei dizer que ainda lembro. Ainda lembro...

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