domingo, 25 de março de 2012

E por que?

Porque já está mais do que na hora de te escrever, ora mais. De te dizer que acho graça e que tenho gosto em ficar na ponta dos pés e te beijar. De pouquinho ou de beijão, te beijar. Porque quero que saiba que esse abraço em pé, deitados, no sofá vendo o tempo que passa, e como passa!, me torna mais completo de um jeito que não sei qual é.

Porque, sabe, estou mal acostumada. Essa atenção desmedida, exagerada, e só minha, que recebo diariamente, a cada minuto, e até enquanto dormimos. Ainda assim me sinto sua, amada, e o abraço faz-se mais completo: está para além da carne e do corpo. Ah, então é por isso e desse modo que me completo com teus (nossos) abraços. Tu consegue pôr os braços em volta de um corpo, um coração, uma manha pelo cafuné e pelo café quente; tu põe teus braços e também suas vontades, sonhos, desejos, sentimentos, os mais nobres, em volta de mim toda, e em todos os sentidos possíveis de se imaginar.

Porque se tu assiste o filme que eu quero e que tu não quer, me espera estudar, ler, trabalhar, contanto que eu esteja no mesmo recinto com você, traz o café e me beija nas costas, além de me suportar lendo revistas fúteis e as de decoração, ao invés de te olhar nos olhos e conversar, é que eu adoro ver as roupas e os móveis, tu sabe!, ah, não é possível que eu não me sinta assim, tão bem. Plena. Feliz.

Eu ia dizer: "nunca havia me sentido assim tão feliz!". Mentira. Já sim. Já senti felicidade muito maior e mais intensa do que isso antes. Em um curto espaço de tempo. Em um dia ou dois consecutivos. Em um momento de algum dia. Eu já senti, sim, outras vezes, uma felicidade maior, uma alegria retumbante. Mas nunca, repito: nunca, me senti tão feliz durante tanto tempo... Sem diminuições, sem interrupções, sem escorregos nem tropeços. E que venha mais tempo. Assim, tá bom assim, pra mim. E pra você?

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