terça-feira, 27 de março de 2012

Mulher das cavernas

Txan-ran! Um suicídio social, internáutico, internêutico, virtual, online. Desativei o "face". Desativei meu rosto! Minha cara. Foi mermo. Só eu, na minha faixa etária, círculo anti-social, história-de-vida, não gostava daquilo? Era muita informação simultãnea. Uma invasão de espaço às vezes. Gente que mal conheço divulgando suas informações pessoais no "face", só que, claro, aparecia na minha página, como se eu me interessasse. Desativei.
Desliguei o celular. Me chateei com a última ligação, desliguei a ligação, desliguei o celular. Ele ainda quis tocar quando eu estava desligando-o, acredita? Quase que eu tirava a bateria também!

Meu msn só fica online, na verdade, Ocupado, em determinado horário do dia, e o telefone da minha casa eu só atendo quando gosto da cara do número. Voltei a frequentar a biblioteca, a pegar livros na biblioteca, e, sim, isso às vezes é um sinal de antiguidade. Ou, pelo menos, de quem é a favor da antiguidade.

Olha, lembrei da minha inabilidade com equipamentos eletro-eletrônicos, e que preciso urgente ligar pro Pablo para ver se ele me ajuda na configuração desse navegador aqui. Eu bloqueei umas coisas e não sei desbloquear.

Ouvi dizer que existe um tal de modo "vôo", que deixa meu celular tipo "offline", e dá para usar o despertador. Mas está me dando ansiedade, já, imaginando meu telefone ligado. É quase como estar no facebook, twitter, msn e gtalk ao mesmo tempo, online. Não te dá ansiedade? Agorafobia? Em mim dá.

Estou evoluindo. Para o status de mulher das cavernas, anacrônica, incomunicável, anti-social virtualmente falando. É, é sim. Essa é a real evolução, o verdadeiro progresso. Eu acredito!

Um comentário:

Clarisse disse...

apoiado.
ps: quando pensar nas pessoas que olham seu blog pode pensar em mim
=*