segunda-feira, 28 de maio de 2012

De novo por que? De novo, por que? De novo: por quê?

Então me diz. O que foi que eu fiz, onde-foi-que-eu-errei, que tudo isso aconteceu isso. Que o rápido vislumbre já me deu certeza da feição completa, do sorriso contínuo, esse cabelo rente a cabeça, desde aquela época. Que o rápido vislumbre me dá as lágrimas, o desespero, a mágoa e a lembrança. Quanta lembrança. O rápido vislumbre me traz todas e tantas perguntas, todas e tantas memórias, as fotos que não existiram, as músicas que tocaram, que nos tocaram, que me tocaram logo após.

Não. Me diz. O que foi que você fez? O que foi que você me fez? E por que me fez? Não. Não diz por que. Vai que me vem algo que eu não quero ouvir. Já não sei se quero ouvir. O não, o não pode, o eu gosto mas não posso, não posso?, não consigo, não dá. Por quê? Foi justo comigo, justo eu, justo ali, quando, eu, desarmada, sem procurar nem persistir nem perceber, me entreguei. E à entrega sucumbi. Dela nunca mais saí.

Eu não aguento mais.

Que nunca mais me venham os rápidos vislumbres, as longas lembranças, o sentimento velho, que vem comigo sempre. Que morra.

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