quinta-feira, 14 de junho de 2012

Eu, fantasma.

Eu ainda vejo palavras, olhos, olhares, vestígios. Ainda escuto canções, melodias, respirações. Ainda revivo auras, atmosferas, sentidos, cenários. Ainda estou lá.

Eu ainda me arrepdendo, ainda descontribuo para meu sucesso. Ainda choro e grito. Ainda fracasso. Sinto uma tristeza sob uma forma de desespero. É um desespero. Eu não controlo, eu não entendo, eu nunca mais fui livre. E o peso de nunca mais ter sido livre é que desespera. É a pedra que põem no seu coração - sobre ele, ou no lugar dele. Essa metáfora nunca teve nada a ver com o não sentir. O poeta que a disse pela primeira vez não se referia a ausência de sentimento, mas ao peso e a amargura de sentir demais. A pedra, sim, ela mesma, é o desespero.

Às vezes, carregas para sempre. E não é permitido receber ajuda.

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