quarta-feira, 13 de junho de 2012

Recado

E se for para aparecer desavisadamente, assumidamente, repentinamente, em meus sonhos, não venha. Eu já havia notado que sonhava com absolutamento tudo, exceto isso. E, em momentos (in)oportunos, adormecia em meu próprio sonho. Eu caçando e desafiando meu inconsciente, que, não teimosamente, mas, sabiamente, se escondia. Fugia. Ainda bem.

E se tu me vens dessa forma, repetindo um passado no futuro, reproduzindo um passado melhorado, uma imaginação melhorada, uma expectativa que mataste, ou seja, sendo sonho, não venha. Não há convite. Não há boas vindas. Só há desautorizações, proibições, mágoas e lâmpejos de um desespero triste.

Claro, falo pela cabeça. Usando a cabeça. Se ouvir a voz de outro órgão do corpo, aquele estúpido, é tudo isso ao contrário.
E eu sou esse paradoxo triste, em todos os sentidos que o triste possa dar ao paradoxo.

Um comentário:

Júlio Cézar disse...

teve um sonho pornô, né?