segunda-feira, 30 de julho de 2012

Amor em metáfora

Que se fico mais tempo, tempo suficiente, e não somente algum tempo com você, me sinto mais completa, por mais que você defenda que um ser humano sentindo-se completo não existe. É que saio daí transbordando de amor. Amor por você, de você por mim, aí fico cheia de amor por mim, porque você pôs muito amor em mim, para mim, somente a mim. Porque você dedicou todas essas horas de tempo junto, em concreto, digo, eu literalmente do seu lado e você do meu, a me amar, a sentir meu cheiro, e esperar com paciência que eu ficasse menos insuportável ao longo dos minutos.

Eu saio daí transbordando de felicidade. Porque você me inundou só com sentimentos bons de você para comigo - de novo. Você depositou afeto e carinho, confiança no nosso amor, depositou esperança, o desejo e a ternura, e arrumou tudo do jeito mais correto: com um sono compartilhado. E, para brindar, só teve pensamentos positivos. E, para brincar, me fez cócegas e insistiu em fazer mais quando eu ameacei fazer xixi de tantas cocequetas.

Eu termino o fim de semana feito açude que encheu demais, feito rio onde choveu demais, feito piscina onde puseram uma mangueira de amor onde já havia muito amor (e tratado, com o clorinho que satisfazia os cuidados). Se o tempo foi pouco, não valeu. Eu quero outro. Eu preciso que o fim de semana volte, que seja de novo sexta-feira, ou que amanhã de manhã seja, pelo menos, sábado.

Como fazemos? Quero transbordar. Cadê você?

Um comentário:

Patrícia. disse...

Você escreve muito bem, Senhorita!