domingo, 1 de julho de 2012

Faz parte.

Tanto quanto deixar a janela aberta e saber que, se chover, vai molhar a cadeira debaixo. O chão, a barra do edredon, as calcinhas limpas sobre a cadeira debaixo.
Tanto quanto a fadiga das longas viagens, das longas semanas.
Tão quanto a despedida, o choro acompanhado. Acompanhado da despedida; acompanhado de outros choros.
Tanto quanto o engarrafamento das dez pras oito da manhã, do meio dia, das cinco da tarde até quase sete.
Tão certo quanto o abraço de mentira, o afastar sossegado.
Tão certo quanto a confiança, o abraço de verdade.
Tanto quanto o aniversário que chega, as lembranças do passado, as reflexões sobre o futuro.
Tão certo quanto o livro novo, a procura pelo tempo novo para ler o livro novo.
Também tão certo quanto o café quente para a manhã de névoa, de frio, de preguiça, obviamente.
E tão óbvio e tão certo quanto o ir e vir.
Inevitável.

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