quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tão fácil...

Então ele começou a falar, com a maior intimidade, desse tempo de recessão, dos movimentos da economia, das intempéries da política, circunscrevendo um ângulo que para ela de nada servia, apesar de entender. Quis explicar da melhor forma possível, mais direta e neutra, como se para ele não houvesse opiniões pessoais envolvidas, e somente o seu interesse pelo bem estar da amada. Não. Para ela não importava.

De nada adianta circunscrever esse espaço todo para explicar-lhe dos sentidos e necessidades do estudo, da carreira, desse jeito que todos pensam e almejam. Para quê? Ela não era de títulos. Ela não era de marcas, não era de rótulos, não era de cinrcuncrições - mais uma vez. Ela não era nada disso. Ela não esforçava-se para convencer ninguém, a não ser ela mesma. Ela não precisava estar bem com todos, para estar bem com ela mesma.

E só fazia o que queria. Porque dizia "a gente nasce é para ser feliz". E foi assim que só fazia estudar poesia, e ir para o balé. E dar aula de balé. E ler sentada no balanço.

Deixou o trabalho que não gostava. Esqueceu disso tudo de academia, que nem é aquela dos halteres, nessa ela também não vai!, não faz sentido para ela se não a faz feliz, se não é divertido, mas aquela coisa das discussões que não levam a lugar nenhum, do pessoal dos óculos de aros grossos e dos trejeitos apressados, sempre tão correndo e tresloucados por estar fazendo a ciência!, ciência!... Vamos problematizar? Eu não! Vamos só simplificar, tá doido? E pra simplificar, basta ser feliz. E pra ser feliz, é só simplificar. É simples.

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