quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Droga, drogadito, droga disto.

Vai passar, já passou, tire o seu sorriso do caminho, já passou. Tire o seu sorriso do caminho para que eu passe com a minha tristeza. Que vai passar. Já passou. Vai passar, já passou, tire o seu sorriso do meu caminho, sou só dor. Vai passar, já passou, não passou, foi o meu problema todinho que me ficou. 

Mas então o que faço com tudo isso? O que faço com o que me restou das doses não homeopáticas, não planejadas, não percebidas, que tomei de você, que embebi de você?

Não é possível que não me valha um "peso extra", indenizatório, por tudo que senti. Que deja vu! Indenizatório, por tudo que senti. Já vi, já escrevi isso. Deve ter sido sonhando várias vezes tantos sonhos vazios, que eu sei bem porque eram vazios, sei mais que não eram vazios. Vazia era eu quando acordei.

Mas não é possível que não haja um preço a se pagar pelo preço que eu paguei, pela corcunda que sustentei, pelo peso no peito que me afundou dias e dias. Meses. Anos.

Eu quero chorar e já nem tenho mais lágrimas. Não é possível que ninguém pague por isso. Não é possível que esse ninguém seja alguém que seja de novo eu.

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