quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hoje

Não, não é ele. Não pode ser bem ele. Ele não tem esse andar rápido assim, seguro em tanto. Ele não vai como quem tem certeza de que vai. Esse aí sim. Ele nunca me olhou sem discrição, ele não vira o pescoço ao que o chama a atenção. Ele tem um passar mão em cabelo, assentá-lo, como quem disfarça - sempre de tudo. E mais aqueles olhos raros que disfarçam quando para onde ele quer ver. E dissimulam. Que dissimula. Não é ele que me vem, que me vê...

Quando me aproximei, sim, era você, só que outro.

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