sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De tanto fazer

Entrou no status tanto faz. Então tanto faz. Fomos do intenso ao médio ao morno ao ausente. E tanto faz. Agora eu já reclamei. Reclamei até demais. Agora já me queixei e já tive raiva, explodi em ciúmes, em discursos, em nós. É capaz de ter feito algum estrago. Poderia ter feito.

Agora não tem mais de bom dia. Não tem mais de bons sonhos, de abraço bem terno. Agora os presentes viraram obrigação. Ser presente, se fez obrigação, aquele outro dia. Porque eu fui? Insisti.

Agora tanto faz. Agora não sei se quero saber como você está. Só espero que você esteja bem. Num espero de superfície, de quem se importa mas nem tanto. Eu não me importo mais tanto.

Agora não tem mais telefonema. Agora não tem mais presente surpresa pelo correio, envelope cor de rosa, meia calça esquecida aqui em casa. Agora que os livros e os dvds foram trocados de volta, não tem mais o que trocar. Nem mensagem nem sinal. Logo a gente que trocava olhares - e travava longos discursos e conclusões só com eles. A gente que trocava planos.

Trocamos o nosso lugar. Cada um na sua, agora tanto faz.

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