domingo, 25 de novembro de 2012

Não era ele. É ele.

Porque ele era o cara que eu queria pra mim. Porque ele tinha em qualidades e defeitos, em proporção de qualidades e defeitos, o que eu queria. Porque o tamanho do sorriso era o idêntico ao que eu pensei. O olhar e as piadas, os trejeitos e os mal gostos. Vinha na dosagem certa. E não era.

O seu cara certo não é, até então, o cara certo que você criara. O seu cara certo não tem qualidades e defeitos em proporções exatas, não tem trejeitos parecidos com o do ator do seriado, não tem a piada pronta do jeito que você gosta. Não se veste da forma mais bonita - pra você. Não ouve as músicas estranhas e os filmes estrangeiros que você gostaria. Esse cara existe. E, eventualmente, você vai cruzar (no sentido figurado, em outros, em tantos) com ele por aí. Mas não é o seu.

O seu cara tem qualidades que você não espera, tem defeitos que você não suporta. Não tem nada de proporcional. A começar pelo amor dele por você. O seu cara é capaz de te olhar com desejo e com ternura, ao mesmo tempo, o tempo inteiro. Sem se esforçar para isso. O seu cara troca o tempo dele pelo seu, porque quer, porque estava ansioso por isso. O seu cara tem orgulho de você, e quer você do lado dele, a sós, mas, principalmente, na frente de todos, na frente do mundo. O seu cara fixa os olhos em você, te acompanha pela casa, com os olhos, e com uma pré-saudade de fim de domingo. E te ouve sem críticas, até quando não concorda. E quase nunca concorda. Mas te quer assim mesmo, tão diferente e teimosa. E faz como o autor que uma vez disse, que melhor que o amor feito, é o sono compartilhado - ele quer o sono de vocês como um só, toda noite.

Ele é o seu. Sem idealizações, seu.

Ele não tem perfil pré-determinado, não tem indumentária específica, não vem com gostos exóticos nem o equilíbrio exato entre a independência e a dependência (uma fórmula que muita mulher busca, em nível tal). Ele é diferente, é outro, não é 'o cara certo'. É o amor da sua vida. Só precisa da sua outorga.

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