quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um trecho ruim

Eu estava a caminho de casa, e agora dirijo atrás de você. Entraste no meu caminho. Eu vinha do meu caminho. E agora estás na minha frente. Agora, vão você, e a direção e o seu rumo, nada meu, não mais meus. Meu estômago esfriou e ferveu. A garganta secou, ficou muda, gritando, em um pranto para as entranhas. Deu show nesse dia. Eu sigo e você não me foge (não era essa a palavra que eu ia dizer!). Foge. Mas vai. Não me vê nem me sente nem tem garganta que pranteie. Você entrou no meu caminho, entrou no meio do caminho, não saiu mais do caminho. Interrompeu o meu, mas seguiu seu percurso. Tive de mudar meu percurso. Primeiro me adaptei ao caos do novo veículo. Segundo me adaptei a ausência do velho veículo. Vagou a garagem, o espaço e o caminho. E minha direção saiu do prumo.

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