terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desistiu de sofrer.
Desistiu e viu que por fim não tinha mais como, não tinha mais por onde, menos ainda por quês.
Desistiu tanto que ficou vazia. Ficou oca. Nada sobrou de tudo que havia.
Dor.
Desistiu de sofrer.
Garantiu que não fazia sentido, que não faria sentido, que motivo nunca houve, e sentido só um pouco.
E sentimento que sobrava.
Mas decidiu. Desistiu de sofrer.

Sem dor, sem dó, sem piedade. Se convenceu: saudade só é boa se for a dois, se forem duas, se for recíproca. Saudade platônica é impossível de lidar. E sofre. Sofre até desistir de sofrer.
Custou.
Desistiu.

E falta pouco pra tudo isso ser verdade.

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