quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como somos

Você aí se fantasiando de fortalezas que não existem. Você aqui vivendo sobre e sob superficialismos, adepta que é dos superficialismos, achando que eles é que valem. Você então se embebendo de muros que parecem gessos fortes, cimento revestido de cal, mas que, visto de perto, é óbvio, são meros isopores. E eles balançam e fraquejam, envergam, logo vão embora, ao menor sinal de vento moderado a forte. Imagine de uma tempestade.
Vem aí a tempestade.
A tempestade nunca passa, ela sempre é tempestade - em algum lugar. E em poucos minutos seus isopores vão se despedir de você assim como chegaram: de repente. Como quando você mal pestanejou e encheu-se  deles, e de outros muros também, e cobriu-se de superficialismos ainda mais, veja só, pra onde você foi?, você ficou agora tão fundo. Que não há quem te alcance. E quando sair da imersão vai levar um susto. Suas muralhas-palito. De nada serviram.
Só vai restar você. Depois de todos superficialismos. Depois de todos tetos e paredes de que se encobriu, suas fantasias e suas crenças, e sua fé sem fé, só vai restar você.

Você que sou eu.