quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Foi Vinicius, não fui eu

Vinicius cá comigo falou. Com a vida você cria uma espécie de capacidade seletiva. De não amar as pessoas que não valem a pena.
Vinicius sabia tanto que insistiu demais, foi intenso demais.

Eu venho aqui dizer que fui intensa demais. Vivi demais em tão pouco, por tão pouco, tão poucos. De doer dias inteiros o não ter selecionado. Eu ainda não havia aprendido! Como poderia de ser?

E a gente aprende mas não faz. Ou faz e não é assim tão bom. É médio, é tênue, terno, com muita ternura e sem explosão. E você se vê buscando e sentindo falta das explosões, dos impulsos, extremos. Lados extremos, onde vigoraram paixão e tristeza. Tristeza de doer dias inteiros. Paixão que virou saudade.

Mas não esqueça do que falei! Saudade só é bom se for a dois. Paixão melhor que seja. Com a capacidade seletiva, melhor que seja. Sem desperdício de sentimentos, para não desperdiçarmos nós mesmos. Sem desperdício de amor por outrem, para não perdermos o amor de nós mesmos, o amor a nós mesmos.


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