quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tem que ver isso aí

Verão. Sol. Calor. Casas de praia. Lotadas casas de praia. Lotada praia. Lotação de paredões de som. Essa época barulhenta e malcheirosa, chamada veraneio, prediz praias lotadas no que até então era deserto e civilizável. E esquisito, perigoso, pacato demais, próprio de assaltos e roubos e sequestros, né, veja só, sem ninguém nas praias como isso não deve ficar.

Mentira. Vocês que tão por fora que ladrão não gosta de fazer hora extra em tempo de férias. No veraneio, além de paredões e um quatro-por-quatro por meio-ser-humano, existe uma boa pedida para roubos e afins. Furtos. Loucos furtos. Os escândalos e as casas de praia com reféns e sequestros, por sua vez, têm diminuído de frequência, ao que parece.

No último final de semana de veraneio, subimos, quatro, para um crepe na hora do jantar. O cachorro ficou na varanda, curtindo a brisa e o forró que o vizinho entoava, alegremente, conforme um bom veraneio pede. Voltamos, dois, primeiro que os outros dois, que esticaram a balada frenética por um sorvete. Os dois primeiros que chegaram viram um cachorro teimoso do lado de fora da casa; os dois últimos, a cena do crime.

A necessáire do cachorro (tão chique quanto tu) em um lugar diferente; aberta; com um remédio a menos. Um protetor solar a menos. E, mais tarde, uma toalha foi contada a menos também.

Um roubo, três furtos, amigos do Direito, não me corrijam, furtar e roubar dá no mesmo, porque eu fico sem as coisas, pois foi. Entraram em nossos aposentos, levaram o spray de colocar nas feridas do cachorro, um protetor solar fator 15 pela metade, e uma toalha de banho, branca com detalhes cor-de-rosa.

No próprio carnaval, agora, fim-de-semana, em mesmos aposentos. Era cedo da noite, ninguém tinha ido comer crepe; família reunida pro jornal. A cunhada da dona da casa foi no quintal tirar sua toalha do varal pra tomar banho, e, antes de lá, um cavalheiro do lado da rede, onde dormia o dono da casa. Cobiçando relógios e dinheiro, celulares, chaves de carro? Não sei. Esse aí só levou roupas. Na verdade, não conseguiu roubar todas que tinha tirado do varal, mó do susto que levou quando descoberto; carregou consigo uma bermuda, estilo surfista, tamanho 40, a que lhe servia. O restante das roupas de praia ficou pra trás. Foi o que o bazar desse dia permitiu.

Cleptomania é um problema sério, já diria a wikipedia. E, nesses casos, de segurança/saúde públicas.
Psicólogos, vocês precisam fazer alguma coisa com isso aí. Tem que ver.

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