segunda-feira, 22 de julho de 2013

O tempo inteiro e vinte e quatro horas

Os assuntos não cessam, as conversas não param, o gtalk não descansa. Nem a mensagem, o telefone, o então chat, às vezes o antigo mirc. E logo mais eu chego por aí. Não, hoje não. Logo mais você aparece aqui, com a proposta nada suspeita de me cuidar em dia de dores. Essa semana virão as cólicas. Então você deve chegar bem logo.

Você acha que não sabe de muita coisa e que é incapaz de conversar sobre vários (todos) temas (qualquer um) por mais de vinte minutos. Você acha inclusive que é incapaz de manter um diálogo por ininterrupta meia hora. Só se esse diálogo for a seis. A dez. Doze. Com cerveja e paçoca no meio, no boteco aqui de baixo. Até que você descobre um namorado que teve um temperamento clonado a partir do seu. Ou o inverso. Já que quem nasceu primeiro foi o outro, não tu (faço questão de estabelecer essas regras cronológicas pra não cometer injustiça com ninguém).

E parece que podem passar os dias inteiros, o final de semana com feriado, o sono compartilhado no colchão de solteiro, romanticamente grudados (aqui não há duplo sentido, pare) como na música do Bob Marley, e mais os últimos minutos do dia anterior aos filmes, aos beijos, aos ataques em geladeira. No outro dia começará tudo de novo. Oito horas de sono compartilhadas à distância e a gente tem muito assunto pra conversar. Colocar em dia. O quê não sei (sem duplo sentido). A gente vai conversar sobre tudo um pouco, na verdade sobre quase nada, sobre mim, sobre você, e sobre nós dois. O tempo todo, estamos falando de nós dois. Porque essa euforia de palavras não pode ser outra coisa que não isso. A gente. Salpicados de saudade.

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